Skip to content Skip to footer

O caminho para o Sinai – Parte 4: No caminho para o milagre

 

Texto base:

Êxodo 17:5

O SENHOR disse a Moisés: —Escolha entre eles alguns líderes e passe com eles na frente do povo. Leve também o bastão com o qual você bateu no rio Nilo. (Êx.17:5 NTLH)

Após terem saído do deserto de Sim, os hebreus chegaram a Refidim, e ali não havia água para beber. Estando eles sedentos, murmuraram com um ódio mortal contra Moisés e, “por tabela’, contra Deus. Os hebreus os nomearam como “assassinos”, declarando que teriam sido levados àquele lugar, tanto por Moisés como por Deus, para morrerem de sede no deserto.

O texto bíblico de Êxodo 17:1-7 nos apresenta 6 perguntas:

Moisés aos hebreus: “Por que vocês estão reclamando?”
Moisés aos hebreus: “Por que estão pondo o SENHOR à prova?”
Os hebreus a Moisés: “Por que você nos tirou do Egito?”
Os hebreus a Moisés: “Será que foi para nos matar de sede, a nós, aos nossos filhos e às nossas ovelhas e cabras?”
Moisés a Deus: “O que é que eu faço com este povo?”
Os hebreus a Moisés: “O SENHOR está com a gente ou não?”

Como já aprendemos, as perguntas revelam o caráter de quem as faz. Vejamos:

• Moisés se demonstrou confiante em Deus e humilde a Ele para guiar os hebreus sob as Suas orientações. Por meio de suas palavras e ações, procurou ensinar a todos o caráter, a graça, a misericórdia e os propósitos divinos.
• Apesar de os hebreus conhecerem sua história, não compreenderam o seu papel dentro dela, ignorando o caráter, o chamado e os propósitos do Eterno a eles (cf. Gn.12:1-3; 17:1-6). Essa má compreensão fez com que se expressassem como um povo de caráter incrédulo, rebelde e blasfemo.
• Apesar de acreditarem no Deus Único, os hebreus demonstravam falta de conhecimento acerca Dele e confiança nos Seus planos.

REFLITA: de que forma “a falta de compreensão” dos hebreus sobre a sua história, o papel da liderança de Moisés e os propósitos de Deus “impactou” sua jornada e seu relacionamento com o Eterno, conforme descrito no texto? Como podemos comparar esse texto à experiência de muitos cristãos com Deus?

“O líder” Moisés, sem saber como agir e sofrendo ameaças de morte, buscou “a ajuda” de Deus. Então, o SENHOR respondeu a ele, conforme poderemos ler:

O SENHOR disse a Moisés: —Escolha entre eles alguns LÍDERES e passe com eles na frente do povo. Leve também o BASTÃO com o qual você bateu no rio Nilo.

Neste verso, Deus pede a Moisés três ações: escolher alguns líderes, passar com eles diante do povo e levar o seu cajado de pastor em suas mãos. Por que Deus lhe fez esses pedidos?

O texto bíblico, apresentado em todas as traduções da Bíblia, não nos dá a capacidade de compreendermos as intenções divinas que se ocultam em cada frase dele. A “mente humana” (não o cérebro), por residir em nossa alma, está mergulhada na escuridão, ou na ignorância dos conselhos e desígnios de Deus. A alma precisa da luz e da sabedoria divina para descobri-los e compreendê-los (cf. Dn.2:20-22).

REFLITA: considerando que a “mente humana” está limitada pela “escuridão” da alma, qual é o papel da fé e da busca ativa pela “luz e sabedoria divina” na jornada de compreensão dos “conselhos e desígnios de Deus”, conforme as palavras de Daniel?

1. Sejamos precavidos, ou cautelosos, quanto aos que nos guiam ou orientam

O SENHOR disse a Moisés: —Escolha entre eles alguns LÍDERES […]. POR QUÊ?
Quem eram esses líderes entre os hebreus? Eles eram homens escolhidos por terem uma vida honrada, conhecedores da história do povo hebreu, das razões de terem sido escolhidos por Deus e por terem a capacidade de dar conselhos justos, a fim de manter a ordem espiritual, moral e social de suas respectivas tribos.

Israel era composta por 12 tribos: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Dã, Naftali, Gade, Aser, Issacar, Zebulom, José e Benjamim. Cada uma dessas tribos possuía o seu líder, o qual atuava como pastor e conselheiro. Cada líder empunhava um cajado, o qual representava a sua autoridade para guiar, proteger, aconselhar, julgar e disciplinar os membros de sua respectiva tribo nas esferas espiritual, mental, emocional, moral e social. Nesse cajado, era cunhado o símbolo religioso de seu clã e, conforme os antigos, as últimas palavras de Jacó à sua respectiva tribo (cf. Gn.49:1-27).

Esses líderes deveriam guiar o povo com fé, fidelidade a Deus e sob a Sua sabedoria. Em Refidim, eles falharam ao não apoiar Moisés e acalmar o povo, desrespeitando a autoridade divina e o plano de Deus para continuarem até o Monte Sinai e à Terra Prometida.

REFLITA: qual era a importância do cajado para os líderes das tribos de Israel e como ele simbolizava sua autoridade e responsabilidades? Em Refidim, qual foi a falha dos líderes e como essa falha impactou a relação deles com Moisés e com o plano divino de conduzir o povo à Terra Prometida?

Muitos líderes que conhecemos eram homens bons e dignos, mas, por razões interiores, eles se tornaram maus aos olhos do SENHOR e passaram prejudicar a vida de muitos quanto à realidade e a verdade divina, à fé e a fidelidade a Ele. No entanto, “alguns deles” (conforme o princípio apresentado em Mateus 22:14) se reencontraram com a verdade de Deus, arrependeram-se e voltaram a agir como líderes verdadeiros entre o povo de Deus e manter viva a vontade do Eterno aos Seus filhos (cf. Sl.51; At.7:46; 13:22).

Com a ajuda da Palavra de Deus, nós precisamos ser precavidos quanto aos maus líderes, pois os seus conselhos podem destruir vidas (cf. Os.4:6,7) e trazer a desgraça a um país (1 Reis 12:8-19; Pv.11:14).

Paulo, o apóstolo, escreveu e nos alertou sobre um tempo em que as pessoas rejeitariam a verdade bíblica, buscando mestres (líderes ou conselheiros) que satisfizessem seus desejos pessoais. Essa busca por gratificação individual levaria ao abandono da Palavra de Deus e à adesão a ideias próprias. (cf. 2 Tm.4:3,4) O desprezo pelas Escrituras Sagradas e pelos objetivos divinos faz com que o povo de Deus não se acautele de falsos líderes e, devido à sua falta de zelo, o Eterno Pastor lhe dará uma pena justa – o abandono (cp. Mt.23:37,38).

REFLITA: como “a busca” por líderes que satisfaçam nossos desejos pessoais, em vez de seguirmos a verdade bíblica, pode nos levar à ruína espiritual e social, conforme mencionado no texto? Quais são os sinais de alerta que podemos identificar em líderes que se afastaram da verdade de Deus e como podemos nos proteger da influência negativa deles, conforme os ensinamentos bíblicos citados?

Por meio de Moisés, Deus convocou os líderes para se arrependerem, desejando renovar sua relação com Ele e sua missão. Após serem instruídos, eles deveriam usar essa experiência para ensinar o povo, revertendo a influência negativa que exerceram ao permitir que ele (o povo) se rebelasse contra Deus e Moisés, o líder que o Santíssimo escolheu.

REFLITA: qual é a importância do arrependimento dos líderes na narrativa e como a sua restauração impactaria tanto a sua própria relação com Deus quanto a do povo de Israel?

2. Andemos de modo sobrenatural entre os que são naturais

“[…] Passe com eles (com os líderes que escolheu) na frente do povo.” Por quê?

Tanto os líderes como o povo teriam de aprender que há algo além dos limites humanos e da própria natureza. Esse desfile anunciava ou ensinava que Deus, em breve, realizaria algo além da razão humana, e que, ultrapassando a ordem natural das coisas, mostraria a todos que nada é impossível ao Todo-Poderoso (cf. Lc.18:27; Jó 42:2; Jr.32:17).
Quando pensamos que tudo acabou, Deus nos mostra que Ele tem a última palavra. Para aqueles que creem e Nele buscam a vida, nem a morte não é o fim (cf. Jo.11:25). Deus nos oferece esperança, pois, Ele, e somente Ele, determina o verdadeiro fim de todas as coisas.

REFLITA: como o conceito de ‘ultrapassar a ordem natural das coisas’, apresentado no texto, relaciona-se com a mensagem de esperança e fé em Deus, mesmo diante do que parece ser o fim?

Então, tomemos cuidado com os nossos pensamentos, pois eles podem fazer com que entreguemos a eles o destino de nossas vidas em vez de confiarmos nas Instruções e no cuidado de Deus (cf. Sl.55:22; 1 Pe.5:7). Paulo diz que andamos por fé (confiança e fidelidade a Deus) e não pelo que vemos com os olhos naturais (cf. 2 Co.5:7).

Os confiam no SENHOR e O obedecem conhecerão e terão a convicção pelo Próprio Deus, que o sobrenatural se sobrepõe ao que é natural, pois Ele é o Criador de todas as coisas e o Único que pode inverter a ordem delas (cp. Josué 10:13; Is.38:8 – Leia o contexto: Is.38:1-7)

REFLITA: de que maneira a fé e a confiança em Deus e nas Escrituras Sagradas podem nos libertar da influência negativa de nossos próprios pensamentos e da dependência de evidências visíveis? Como a compreensão do poder de Deus, em inverter a ordem natural das coisas, pode fortalecer nossa fé e nos dar esperança em situações aparentemente impossíveis, conforme exemplificado nas passagens de Josué e Isaías?

3. Nós existimos para conectar a Eternidade à vida temporal em pensamentos, palavras e ações

“Leve também O BASTÃO (o cajado) com o qual você bateu no rio Nilo (feriu, julgou o rio Nilo).” Por quê?

O cajado, símbolo da autoridade de um líder tribal, representava o poder de guiar, proteger e disciplinar. Para que essa autoridade fosse exercida de forma justa, era essencial que o líder reconhecesse a importância da sua conexão espiritual com Deus. O cajado, portanto, servia como um lembrete constante dessa responsabilidade e do poder divino que a sustentava.

Ao aconselhar ou julgar, os líderes tribais usavam o cajado como um lembrete físico dos valores divinos. O cajado simbolizava que suas decisões deveriam ser justas e alinhadas com os princípios espirituais e eternos. Quais seriam esses valores?

• Verdade e Eternidade. Suas argumentações deveriam se apoiar sobre a verdade divina e Seus princípios eternos para que estes fossem praticados.
• Finalização e Reinício. Suas argumentações deveriam indicar o fim de uma fase e o início de outra.
• Paz e a autoridade divina. Suas argumentações deveriam produzir a amizade com Deus, aos Seus objetivos e à importância de se submeter à Sua autoridade.
• Restauração espiritual e moral – nova vida. Suas argumentações deveriam ensinar uma nova maneira de pensar e existir, a fim de que a pessoa ou a tribo fosse abençoada por Deus.
• Juízo. Suas argumentações decretariam a condenação ou não, dependendo da gravidade ou da inocência dos atos do réu.

Aqueles que exercem uma função de liderança devem sempre se lembrar dos valores divinos ao aconselhar ou guiar pessoas. Esses princípios também devem nortear nossas decisões diárias, em todas as áreas da vida, garantindo que nossas ações reflitam esses valores.

REFLITA: como podemos aplicar os valores divinos mencionados no texto (verdade, eternidade, paz, autoridade divina, restauração espiritual e moral, e juízo) em nossas decisões diárias, mesmo em situações que parecem não ter uma conexão direta com a espiritualidade? De que forma a figura do líder tribal – que utilizava o cajado como um lembrete dos valores divinos – pode nos inspirar a exercer uma liderança mais consciente e ética em nossos próprios contextos, seja em nossas famílias, trabalhos ou comunidades?

Lembremos: quando estivermos diante de qualquer situação, do seu começo ao fim, Deus nos fará lembrar da pergunta que fez a Moisés:  O que é isso que você tem na mão? —Um bastão (um cajado de pastor) —respondeu Moisés. (Êx.4:2 NTLH)

O cajado nos lembra que nossa missão é conectar o divino ao terreno: a Eternidade ao que é temporal; Deus ao homem; o extraordinário ao comum (cf. Mt.6:9,10). Devemos levar a sabedoria divina, a verdade e a ordem à ignorância, à mentira e ao caos do mundo. (cf. Gn.1:3; Sl.119:11, 105; Jo.8:12).

O cajado representava ou prefigurava a Pessoa de Jesus, Aquele que traz a “Luz” divina para este mundo e o Único que pode nos conectar com o Deus Eterno (cf. Jo.14:6; 1 Tm 2:5,6; Jo.17:3; At.4:12). Jesus disse:

Enquanto estou no mundo, eu sou a luz do mundo. (Jo.9:5 NTLH)

Apesar de ter ascendido aos Céus, Jesus, em Espírito (pelo Espírito Santo), continua vivo neste mundo e Se revela por meio dos pensamentos, palavras e ações dos membros verdadeiros da Sua Igreja, do começo ao fim (cf. Mt.28:20).

REFLITA: de que maneira a simbologia do cajado de Moisés – como um instrumento de conexão entre o divino e o terreno – se aplica à nossa vida cotidiana e ao papel dos cristãos na propagação da mensagem de Jesus Cristo?

A minha esperança é que tenhamos aprendido que devemos estar precavidos quanto à escuridão existente nos falsos ensinamentos, por parte daqueles que não fundamentam suas vidas e alegações na Palavra de Deus.

Que nós andemos de modo sobrenatural (transformados por Deus) entre os naturais e guardemos firmes a convicção de que existimos para conectar o Céu à Terra, e a humanidade a Cristo Jesus, “o Cajado de Deus”, que carregamos em nossos pensamentos palavras e ações.

Confiando na permissão do nosso Bom e Eterno Deus, continuaremos no próximo domingo.

Que Deus nos abençoe!

Endereço

Rua José Peres Campelo, 25A
Piqueri | São Paulo | SP
CEP 02913-090

Reuniões

Domingos às 17h30
Terças-feiras às 20h30

Siga-nos nas redes sociais

Copyright © 2025. Comunidade Hebrom – Todos os direitos reservados | Desenvolvido por Nith Comunicação