Texto base:
Hebreus 2:5-8; Salmos 8:4,5
📖 5 Pois Deus não deu aos anjos o poder de governar o mundo novo que está por vir, o mundo do qual estamos falando. 6 Pelo contrário, em alguma parte das Escrituras Sagradas alguém afirma: “Que é um simples ser humano, ó Deus, para que penses nele? Que é o ser mortal para que te preocupes com ele? 7 Tu o colocaste por pouco tempo em posição inferior à dos anjos, tu lhe deste a glória e a honra de um rei 8 e puseste todas as coisas debaixo do domínio dele.” Quando se diz que Deus pôs “todas as coisas debaixo do domínio dele”, isso quer dizer que nada ficou de fora. Porém não vemos o ser humano governando hoje todas as coisas. (Hb.2:5-8 NTLH)
Na véspera do Natal, muitos tentam fazer com que esse dia seja o feriado mais feliz do ano. No entanto, a celebração do Natal se parece com um acordo comum para esquecer sobre o que ele significa – O PROPÓSITO DIVINO PARA O NATAL.
Vivemos em um mundo de dúvidas, crises de identidade e incertezas, e a encarnação de Jesus Cristo é a prova viva e histórica da fidelidade de Deus e a oportunidade que nos foi dada para resgatar nossa dignidade e propósito.
Reflita. [1] qual é a crítica ou o problema observado na celebração do Natal nos dias atuais? [2] Considerando que vivemos em um “mundo de dúvidas, crises de identidade e incertezas”, como a crença na “encarnação de Jesus Cristo” pode, pessoalmente, ajudar alguém a “resgatar sua dignidade e propósito”? [3] Com base na ideia de que o Natal se tornou um “acordo comum para esquecer sobre o que ele significa”, que conclusão se pode extrair sobre o foco que a sociedade moderna tem dado a este feriado?
Introdução:
Começo com uma pergunta: se você pudesse escrever algumas palavras que expressassem a importância e a verdade da vinda de Jesus, quais seriam? No Século XIX (1800 d.C.), um cético britânico sugeriu uma frase desafiadora às igrejas de sua região: “Importante se for Verdade.”
Essa frase tinha e ainda tem um caráter desafiador: nós, cristãos, somos levados a olhar para o nosso mundo e para as pesquisas alarmantes que indicam que, mesmo entre os fiéis, a crença na ressurreição, na Eternidade e até na existência do mal está esvaziada. Vivemos em uma época em que a fé é vista como um mero sentimento individual ou uma forma de positivismo, que nos faz sentir bem, sem, necessariamente, revelar a verdade objetiva de Deus (especialmente o significado do Natal) para todos.
Reflita. [1] Qual é a frase desafiadora, sugerida por um cético britânico no Século XIX, que o texto utiliza para iniciar sua discussão sobre a importância da vinda de Jesus? [2] Se a frase “Importante se for Verdade” for aplicada à sua vida, o que você, pessoalmente, precisaria reavaliar ou mudar em suas ações e convicções, se a sua crença na ressurreição, eternidade e existência do mal for, de fato, importante e verdadeira? [3] Na época atual, a fé está sendo vista como um “mero sentimento individual ou uma forma de positivismo que nos faz sentir bem”. Qual é a conclusão que se pode extrair sobre o contraste entre essa visão moderna da fé e o conceito de “verdade objetiva de Deus” para o significado do Natal?
“Aquele bebê” que nasceu em Belém há mais de dois mil anos foi, de fato, um evento divino que mudou a história de muitos. Pergunto: como Ele tem mudado ou pode mudar o nosso próximo dia e os nossos desafios diários? Em nossas vidas, Jesus é importante para ser verdade?
Para que entendamos isso, nós precisamos buscar a instrução bíblica, a fim de sermos fortalecidos e reacendermos a esperança, olhando para a essência do Natal: por que Cristo teve de vir? Ele veio para nos devolver a glória esvaziada que Deus sonhou para nós.
Reflita. [1] Qual é a razão central ou a essência do Natal, que deve ser buscada para reacender a esperança? [2] Como o seu próximo dia e seus desafios diários seriam alterados se você buscasse ativamente a “instrução bíblica” mencionada, a fim de entender que Ele veio para “devolver a glória esvaziada”? [3] O nascimento de Jesus foi um “evento divino que mudou a história de muitos” e como Ele pode mudar nosso dia a dia. Com base nessas premissas, qual é a conclusão que podemos extrair sobre o verdadeiro propósito da busca por instrução bíblica?”
1. A necessidade da vinda de Jesus: resgatar a dignidade humana perdida
Cristo teve de vir para a humanidade pelo fato de ela ter perdido sua dignidade e seu objetivo no plano de Deus, conforme escreveu o salmista no Salmo 8:
📖 4 Que é um simples ser humano para que penses nele? Que é um ser mortal para que te preocupes com ele? 5 No entanto, fizeste o ser humano inferior somente a ti mesmo e lhe deste a glória e a honra de um rei. (Sl.8:4,5 NTLH)
Reflita. [1] De acordo com os versículos apresentados (Salmos 8:4-5), qual é a atitude do Criador em relação ao ser humano, apesar de este ser considerado um “simples ser humano” e um “ser mortal” [2]? Como essa tensão entre a nossa fragilidade e o nosso valor divino deve influenciar a maneira como você se vê e trata as outras pessoas no seu cotidiano? [3] Considerando a questão inicial do salmista (“Que é um simples ser humano para que penses nele?”), que conclusão principal pode ser extraída sobre a natureza do relacionamento e do valor que Deus atribui à humanidade?
O autor do livro de Hebreus disse:
📖 7 Tu (Deus) o colocaste (Jesus) por pouco tempo em posição inferior à dos anjos, tu lhe deste a glória e a honra de um rei 8 e puseste todas as coisas debaixo do domínio dele. Quando se diz que Deus pôs “todas as coisas debaixo do domínio dele”, isso quer dizer que nada ficou de fora. Porém não vemos o ser humano governando hoje todas as coisas [não vemos ainda todas as coisas “submetidas ou sujeitas” a Ele – Jesus]. (Hb.2:7,8 NTLH)
Reflita. [1] De acordo com o texto, o que significa a afirmação de que Deus pôs “todas as coisas debaixo do domínio dele [Jesus]”? [2] O versículo afirma que todas as coisas foram postas debaixo do domínio de Jesus, mas reconhece: “Porém não vemos o ser humano governando hoje todas as coisas.” Como essa aparente contradição entre a promessa divina e a realidade atual deve influenciar sua perspectiva de fé e paciência diante dos problemas do mundo? [3] Compreendemos que Jesus, momentaneamente, foi colocado em uma posição “inferior à dos anjos”, antes de receber “glória e a honra de um rei”. Que conclusão pode ser extraída sobre o conceito de domínio e glória na perspectiva bíblica, considerando essa progressão de humildade para exaltação?
A escolha humana de viver independentemente de Deus fez com que essa glória (a honra ou a grandeza dada por Deus ao ser humano) se esvaziasse. O pecado é a uma escolha humana para desobedecer a Deus, e isso nos leva à desgraça e provoca inúmeras crises em todos os setores de nossas vidas. Quanto a isso, veja o que disse Davi, no Salmo 14:
📖 2 Lá do céu o SENHOR Deus olha (cheio de sofrimento) para a humanidade a fim de ver (examinar, verificar) se existe alguém que tenha juízo (entendimento, prudência, discernimento), se existe uma só pessoa que o adore (busque a Deus e Suas instruções em suas ações). 3 Mas todos se desviaram (se afastaram) do caminho certo e são igualmente corruptos. Não há mais ninguém que faça o bem (o que de espiritual e moral seja útil com base na generosidade e misericórdia), não há nem mesmo uma só pessoa. (Sl.14:2-3 NTLH)
Reflita. [1] Qual é a ação humana que causou o esvaziamento da glória (honra ou grandeza) que Deus havia dado ao ser humano? [2] O Salmo 14:2-3 descreve a humanidade como tendo se desviado do caminho certo e se tornando “igualmente corrupta”, sem que haja sequer uma pessoa que “faça o bem”, ou que “busque a Deus”. Se essa descrição é importante e verdadeira, como você, em sua vida pessoal, pode reverter ou resistir a essa tendência universal de desvio e corrupção, agindo de modo a buscar “juízo” e as “instruções” divinas? [3] A Palavra de Deus estabelece uma conexão entre nossas escolhas de vivermos independentes de Deus (pecado) e as crises em todos os setores de nossas vidas. Que conclusão podemos extrair sobre a natureza da dependência humana e a origem dos problemas sociais e pessoais, à luz do que é descrito no Salmo 14?
Verdade: como seres humanos, nós não somos incapazes de buscar a Deus, mas, deixados à nossa própria vontade, nossa tendência é para o mal. No entanto, a Graça de Deus é derramada sobre todos, dando-nos a capacidade de respondermos ao Seu chamado. Deus sempre inicia o relacionamento, mas a escolha de aceitar ou desviar Dele é nossa e a decisão de ir ou voltar para Ele nos é oferecida pela Sua graça.
Reflita. [1] Qual é a tendência natural dos seres humanos quando são deixados à sua “própria vontade”? [2] Se é Deus que sempre inicia o relacionamento e nos oferece a capacidade de responder, o que nos impede (ou poderia nos impedir) de fazermos a escolha de aceitarmos esse relacionamento em nossa vida diária? [3] Compreendemos que a decisão de aceitar ou desviar é humana. Que conclusão principal podemos extrair sobre a dinâmica da fé e da salvação, a partir dessa interação entre a iniciativa divina e a livre escolha humana?
Sua importância no dia a dia: quando nos esforçamos para permanecermos sob as instruções divinas, sabemos que a nossa luta não é em vão, e isso nos consola, ou fortalece (vd. 1 Co.15:58). Quando sentimos o desejo de mudarmos, de aprendermos as Escrituras e de buscarmos uma vida de comunhão com Deus nas diferentes áreas e desafios de nossas vidas, essa é a Graça de Deus nos capacitando. A nossa miséria é real, mas a oportunidade de salvação é universal e disponível.
Reflita. [1] O que nos consola ou fortalece (citando 1 Co.15:58) quando nos esforçamos para permanecermos sob as instruções divinas? [2] Quando sentimos o desejo de “mudarmos, de aprendermos as Escrituras e de buscarmos uma vida de comunhão com Deus”, sabemos que é a Graça de Deus nos capacitando. Se você reconhece esse desejo em si, de que forma prática essa compreensão pode transformar essa capacitação em ações concretas nas diferentes áreas e desafios do seu cotidiano? [3] Que conclusão pode ser extraída sobre o papel da Graça de Deus nesse contexto de luta e miséria humana?
📖 […] Deus nos mostrou [Se encarnando em Jesus] o quanto nos ama: Cristo morreu por nós quando ainda vivíamos no pecado. (Rm.5:8 NTLH)
Verdade: Deus não esperou que nos tornássemos verdadeiramente “bons” para nos oferecer Seu amor eterno. O sacrifício de Cristo foi feito por todos. Ele abriu a porta para que “todo aquele que Nele crê” (que se associa aos Seus valores espirituais e morais) possa ser salvo (cf. Jo.3:16; 1 Jo.4:9,10). A amizade e toda a ajuda (capacitação) divina são oferecidas a todos, mas Deus aguarda a nossa livre resposta de fé.
Reflita. [1] De acordo com Romanos 5:8, em que condição os seres humanos estavam quando Cristo demonstrou o amor de Deus, morrendo por eles? [2] Deus ofereceu Seu amor eterno e o sacrifício de Cristo quando você “ainda vivia no pecado” e, portanto, Ele não esperou que você se tornasse “bom”. Diante dessa verdade, como essa iniciativa incondicional de Deus deve mudar a maneira como você se vê, aceita o Seu perdão e trata aqueles que você considera “ainda no erro” ou “vivendo no pecado”? [3] Entendemos que o sacrifício de Cristo e a ajuda divina sejam oferecidos a todos e que Deus “aguarda a nossa livre resposta de fé”. Que conclusão podemos extrair sobre o papel da livre vontade humana no processo de salvação e aceitação da amizade divina?
Sua importância no dia a dia: se você se sente indigno ou envergonhado por ter praticado algo que entristeceu a Deus, lembre-se: Ele já provou Seu amor quando você estava no pior momento. Deus não pede perfeição para começar ou recomeçar, mas sim a sua disponibilidade ativa (constante) em responder à Sua Graça.
Reflita. [1] O que você deve lembrar quando se sentir “indigno” ou “envergonhado” por ter praticado algo que entristeceu a Deus? [2] Deus não exige perfeição para começar ou recomeçar, mas sim a disponibilidade ativa (constante) em responder à Sua Graça. O que essa “disponibilidade ativa” exige de você em termos de esforço e atitude no seu dia a dia, especialmente, após você ter cometido um erro? [3] Considerando que Deus nos oferece Seu amor no “pior momento”, a fim de nos encorajar a recomeçar, que conclusão extraímos sobre a relação entre a Graça de Deus e a autoaceitação do indivíduo que deseja se reaproximar Dele?
2. O poder da vinda de Jesus: restaurando a esperança por meio de Jesus
O nascimento, a morte sacrificial e a ressurreição de Cristo nos enchem de consolo e de uma esperança viva. Cristo veio para ser a resposta e restaurar aqueles que perderam o sentido de suas vidas, que se encontram perdidos, desanimados e sem saída, a fim de lhes garantir uma vitória eterna.
Jesus é o SENHOR de tudo. No entanto, todas as coisas ainda não estão sob o Seu governo, mas somente a alma (mente / coração) daqueles que O recebem e decidem andar sob a Sua autoridade, governo e instruções. Para estes, Jesus é a glória que o homem perdeu, desde que Ele esteja vivendo ativamente em suas vidas.
Enquanto o homem (nós) falhou em manter a glória conforme o Salmo 8:5, Jesus, o Filho de Deus, entrou em nossa história, experimentou a nossa humanidade e a nossa dor, a fim de cumprirmos o propósito original que Deus deu à nossa existência. Ele é o Autor (Ele é o Mestre que nos ensina sobre como ter fé e aperfeiçoá-la) e Consumador (“Quem” nos capacita, “O” que supervisiona e o “Juiz”) da Fé. (cf. Hebreus 12:2)
Reflita. [1] O que o nascimento, a morte sacrificial e a ressurreição de Cristo proporcionam àqueles que estão perdidos, desanimados e sem saída? [2] Embora Jesus seja o SENHOR de tudo, Seu governo pleno, no presente, só se manifesta ativamente na “alma (mente / coração) daqueles que O recebem”. Então, como isso o impacta na sua decisão de andar sob a Sua autoridade, governo e instruções? [3] A Palavra de Deus estabelece que o homem falhou em manter a glória (Salmo 8:4,5), e que Jesus, ao experimentar nossa humanidade e dor, veio para ser o “Autor (Instrutor, Professor) e Consumador (Supervisor e Juiz) da fé”. Portanto, que conclusão podemos extrair sobre essa atuação de Jesus, na restauração da dignidade e no propósito divino na vida humana?
Quando nos associamos a Cristo e damos a Ele a liberdade de agir “em” nós e “por meio” de nós, isso é a prova de que a nossa fé é “verdadeira e Importante neste mundo!” Deus, em Sua soberania, permitiu que o mal continuasse, a fim de não nos destruir, pois somos maus. Porém, o Seu Amor Soberano agiu na Sua encarnação em Cristo para resgatar aqueles que escolherem viver Nele e para Ele.
Reflita. [1] O que a meditação descreve como sendo a prova de que a nossa fé é “verdadeira e Importante neste mundo”? [2] A meditação ensina que Deus permitiu a continuidade do mal para não nos destruir, pois somos maus, e que Ele agiu por meio de Cristo para salvar e ajudar aqueles que escolherem viver Nele e para Ele. Como o conhecimento de que a Graça atua em meio ao mal, e não em sua ausência, deve influenciar a nossa escolha diária, a fim de darmos a Cristo “a liberdade de agir ‘em’ nós e ‘por meio’ de nós”?
Exaltemos a Deus, pela santa razão de Ele ter nos oferecido a Sua Graça por intermédio de Cristo. Que a nossa comemoração do Natal não seja apenas uma festa alegre em família, mas uma reflexão verdadeira sobre A IMPORTANTE E VERDADEIRA RAZÃO DIVINA, para com essa celebração que nós, cristãos, temos adotado por séculos. O amor de Deus por nós é imensurável e que nós O amemos do mesmo modo, a fim de participarmos de Suas bênçãos e da Vida Eterna, que Ele nos promete em Cristo Jesus.
📖 Porque Deus amou o mundo tanto (Seu amor e misericórdia – Sua motivação para abençoar todos os que reconhecem que estão afastados Dele), que deu o seu único Filho (Jesus é o meio que Ele escolheu para oferecer Sua Graça, bondade e misericórdia), para que todo aquele que nele crer (que aceitar o requisito divino – a escolha espontânea para se associar a Ele) não morra (não viva afastado Dele, tanto momentânea como eternamente), mas tenha a vida eterna (a vida plena / abundante / eterna). (Jo.3:16 NTLH)
Feliz Natal a todos e que Deus nos abençoe!