Esta crônica foi elaborada por Walter de Lima Filho e baseada na meditação proferida na Comunidade Hebrom de São Paulo, a qual teve por título: “A RAZÃO DIVINA PARA O NATAL”.
Hoje é 15 de Dezembro de 2025. O Natal se aproxima, e com ele, a corrida, o brilho das luzes, o aroma de pinho e a ansiedade pelos presentes. Olhamos para a festa e, instintivamente, buscamos torná-lo “o feriado mais feliz do ano”. Mas, ironicamente, a intensidade dessa busca, muitas vezes, nos leva a um “acordo comum para esquecer” sobre o que, de fato, essa data significa: “A Razão Divina para o Natal”.
O alvoroço das vésperas é um espelho das nossas vidas. Corremos, consumimos, preenchemos a agenda, na esperança de que a felicidade seja um produto da nossa agitação. No meio de tudo isso, surge a pergunta incômoda do século XIX, de um cético britânico às igrejas de sua região, sobre a vinda de Jesus: “Importante se for Verdade.” O que ele pretendia explorar com essa frase?
Em um mundo onde a crise de identidade e a incerteza parecem ser a moeda corrente, onde a fé é, por vezes, reduzida a um “sentimento que nos faz sentir bem”, mas sem revelar a Verdade objetiva de Deus, somos confrontados: “Aquele bebê” de Belém, que mudou a história, é importante o suficiente para mudar o meu próximo dia, os meus desafios diários?
Pense sobre a graça oferecida por Deus e o Seu convite ao recomeço:
O Natal, em sua essência, nos lembra de uma verdade que desarmaria qualquer orgulho: “Deus nos mostrou o quanto nos ama: Cristo morreu por nós quando ainda vivíamos no pecado” (Rm. 5:8).
Deus não esperou que arrumássemos a casa, que limpássemos a nossa lista de “erros e acertos”, para então nos amar. Ele veio ao nosso pior momento.
- Atentemos para uma situação corriqueira: Você cometeu um erro grave no trabalho ou com um amigo e sente aquela vergonha pesada, aquele sentimento de ser indigno de pedir perdão ou de recomeçar. No entanto, o Natal nos diz que, enquanto você se sente indigno, Deus já provou o Seu amor, se encarnando e oferecendo o perdão e a capacidade de mudar.
Essa é a Graça atuando em sua vida: o desejo de mudar, de buscar a comunhão com Deus, de aprender as Escrituras, não é uma força de vontade puramente sua, mas a Graça de Deus te capacitando. A oportunidade de salvação é universal e está disponível.
Reflita sobre o poder da vinda de Jesus e a glória restaurada:
A reflexão mais profunda do Natal é que Jesus não é apenas um símbolo de caridade ou de reunião familiar. Ele é a resposta. Ele é o meio de restaurar a esperança e o sentido para aqueles que se encontram perdidos e desanimados.
O autor de Hebreus 12:2 O chama de Autor e Consumador da Fé. Isso significa que Ele é o Mestre que nos ensina a ter fé e Quem nos capacita a vivê-la plenamente.
A plenitude da Sua vinda não é apenas ter um dia feliz, mas sim ter uma vida plena/abundante/eterna (Jo. 3:16). O Natal é a data que celebra a porta aberta para que todo aquele que Nele crer — que se associa aos Seus valores espirituais e morais — possa ser salvo e abençoado.
A razão divina para o Natal é o resgate da humanidade. É o lembrete de que a glória que perdemos não será restaurada por nossos esforços, mas pela entrada de Jesus em nossa história. Ele veio para que, dando a Ele a liberdade de agir “em” nós e “por meio” de nós, a nossa fé se torne, de fato, “Verdadeira e Importante neste mundo!”
Neste Natal, que a reflexão não se perca no brilho das luzes e dos presentes, mas se concentre na humilde manjedoura. Olhe para a sua vida, para as suas lutas, e lembre-se: Deus não espera perfeição, mas a sua disponibilidade ativamente em responder à Sua Graça. Essa é a única e verdadeira alegria da festa. Neste Natal, sejamos nós os presentes para a alegria de Deus.
Vamos orar:
Meu Pai Eterno, neste tempo de Natal, ajuda-me a tirar os olhos da correria e do brilho passageiro, a fim de fazer com que eles se voltem para a cidade de Belém e àquela humilde manjedoura.
Ajuda-me a reconhecer que a minha busca vazia por glória e valor, em coisas que não satisfazem minha vida de comunhão Contigo, é a dignidade perdida por tentar viver independentemente de Ti. Peço perdão pela minha tendência ao que é inútil aos Teus propósitos.
Agradeço profundamente pela compreensão da Tua Razão para o Natal: Tu me ofereceste Jesus no meu pior momento e não esperou que eu me tornasse, de fato, numa pessoa boa, mas porque Tu me amaste primeiro. A Tua Graça, amor e misericórdia, desarmam o meu orgulho e egoísmo.
Capacita-me, Espírito Santo, a responder ativamente ao Teu amor. Que a minha fé, da qual Jesus é Autor e o Consumador, seja restaurada, tornando-se assim, Verdadeira e Importante em meu dia a dia. Que a verdadeira alegria deste Natal seja a minha disponibilidade em Te acolher e me entregar a Ti. Que neste Natal, eu faça de minha alma, o meu presente a Ti, a oferta que alegra o Teu coração. Meu Eterno SENHOR, eu Te agradeço por tudo em nome de Jesus. Amém!
Meu irmão e minha irmã, a minha esperança é que esta crônica tenha oferecido a você ânimo e o desejo de renovar seu amor a Deus, através da compreensão da Razão Divina Para o Natal. Desejo a você e à sua família uma semana abençoada e um “Feliz Natal”. Seu amigo e irmão Walter.