Crônica escrita por Walter de Lima Filho
Hoje é 22 de dezembro de 2025 e o dia do Natal está se aproximando. Dezembro costuma ser uma corrida contra o tempo. Geralmente, as lojas ficam cheias, as luzes piscam freneticamente nas vitrines e a lista de compras parece não ter fim. No meio desse turbilhão, perguntamos: “O que eu vou dar de presente?”. Mas, se pararmos um pouco para refletir, a pergunta correta talvez seja: “Por que nós damos presentes, afinal?”.
Em uma mesa de café ou num encontro de família, alguém poderia dizer que o ato de dar presentes é apenas tradição. No entanto, há algo muito mais profundo escondido atrás do papel de presente e do laço de fita. Quando abrimos a Bíblia e olhamos para a história de Deus para com a humanidade, descobrimos que o ato de dar presentes não começou em uma loja de departamentos, mas no coração do Criador.
Certa vez, um homem de Deus explicou que todos os nossos pequenos presentes de Natal são, na verdade, ecos de uma generosidade infinita. Pense nisso: Deus não nos deu apenas “coisas”. Ele não enviou um pacote do Céu com bençãos genéricas. Ele deu a Si mesmo. Jesus é o presente de Deus — e o que torna esse “Presente” tão especial é que, Nele, o Doador e o Presente são a mesma pessoa.
Às vezes, tratamos o Natal como uma transação comercial de afeto. “Eu te dou isso porque você me deu aquilo”. Mas o presente de Deus funciona de um jeito diferente. Ele nos alcançou quando não tínhamos nada a oferecer em troca, além da nossa própria necessidade. Jesus veio para ser o “nosso tesouro”, a “nossa paz” e a “nossa esperança viva”. Ele veio para que pudéssemos estar com o Pai e sermos ajudados por Ele.
Quando você entrega uma lembrança a alguém querido nessa data do ano, tente enxergar além do objeto. Imagine que aquele gesto é uma pequena parábola da cruz. Cada presente que trocamos é uma sombra da bondade eterna de Deus, comprada pelo sacrifício de Jesus. O apóstolo Paulo nos ensina, na sua carta aos cristãos de Roma que, se Deus não poupou o Seu próprio Filho, como não nos daria, com Ele, todas as coisas? Tudo o que realmente precisamos?
Isso muda tudo, não muda? O Natal deixa de ser uma obrigação cansativa e passa a ser uma celebração da abundância. Não precisamos de luxo para sermos generosos, mas apenas de um coração que transborda a alegria de ter sido encontrado pelo maior Presente de todos – Jesus, o Melhor Presente de Deus, nosso Pai Eterno.
Por isso, quando as luzes se apagarem e o papel rasgado estiver pelo chão, que a verdade permaneça: Jesus é o presente que nunca se desgasta, que não sai de moda e que preenche o vazio que nenhum objeto consegue alcançar. Jesus é o Eterno conosco. Jesus, é o Presente de Deus para cada um de nós.
Eu desejo a todos um Feliz Dia de Natal, juntos às suas famílias. A minha esperança é que celebremos a Deus, pelo fato de Ele nos ter dado o “Presente” mais precioso que necessitamos – Jesus. Seu amigo e irmão em Cristo, Walter.
Façamos uma breve oração:
Pai amado, obrigado por não nos deixar sozinhos, mas por nos enviar o Teu Filho, Jesus, o presente perfeito. Que o nosso coração encontre descanso Nele e que a nossa generosidade seja apenas um reflexo do Teu amor infinito por nós. Amém.