Avancei a pé pela estrada de terra rumo ao vale das oliveiras. A poeira subia com o vento, e o cansaço do caminho pesava sobre mim. Perto de uma rocha, um homem vestindo túnica segurava uma lâmpada de barro. Era o homem conhecido como Rabi, “O Professor”.
 
Aproximei-me e contei sobre minha ansiedade diária, o receio do desemprego e a falta de sono diante dos problemas.
 
O Professor apontou para a cidade no horizonte e perguntou se eu conhecia a palavra hebraica Shalom. Respondi que conhecia o termo como uma saudação comum entre os judeus.
 
Ele explicou o sentido exato do termo. Shalom vem de uma raiz que indica integridade e totalidade. No antigo Israel, essa palavra não significava a ausência de combates, mas a existência de uma fortaleza habitada e suprida.
 
O Professor abriu um pergaminho e citou a carta de Paulo aos filipenses. Lembrou que Paulo escreveu sobre esse tema acorrentado em uma cela romana. Paulo usou expressões que representavam um termo técnico militar, que define o soldado escalado para vigiar os portões de uma cidade e barrar invasores.
 
Ele olhou nos meus olhos e afirmou que Jesus Cristo é o nosso Shalom. A paz de Deus não depende da resolução imediata dos problemas financeiros ou das crises familiares. Ela funciona como um soldado posicionado na entrada do coração e da mente. Quando você apresenta suas petições em oração e agradece a Deus pela Sua ajuda, a presença de Cristo assume a vigilância da sua alma. As pressões externas cercam a estrutura e gritam, mas não ultrapassam a porta. Jesus é a “Porta”!
 
Entendi o ensino: a paz real surge quando Jesus, o Guarda de Israel, assume a defesa do meu interior.
 
A missão: Anote em um papel o principal motivo da sua ansiedade. Ore a Deus entregando esse ponto específico, agradeça o sustento divino e confie a guarda da sua mente a Cristo.
 
Deus abençoe sua vida, sua família e seus dias nesta semana.

Seu amigo e irmão em Cristo, Walter.