Hoje é 5 de Outubro de 2026. Chateado, inconformado e desanimado diante dos meus problemas, encontrei o Mestre. Ele sorriu para mim e me convidou a caminhar com ele a oficina de um antigo ferreiro no deserto. Ele apontou para uma barra de ferro colocada no fogo e moldada pelas batidas do martelo.   

“O que você vê aqui?”, perguntou o Mestre.  

“Vejo sofrimento”, respondi. “A peça está sendo queimada e golpeada.”   

O Mestre olhou para mim com mansidão. “A cultura do seu tempo comete esse mesmo erro. A maioria das pessoas chama de ‘bem’ apenas o conforto, a saúde e o sucesso financeiro. Quando a dor chega, elas pensam que Deus as abandonou ou que Ele é o criador do mal. Mas Deus não produz a injustiça e nem causa o sofrimento.”  

Ele pegou uma peça de ferro já pronta, forte e polida.  

“Lembre-se do que Paulo escreveu na sua carta aos romanos”, continuou o Mestre. “Ele disse que todas as coisas trabalham juntas para o bem daqueles que amam a Deus. No texto original, essa cooperação funciona como uma parceria. O mal vem do mundo estragado pelo pecado. Deus não cria a sua aflição, mas usa o momento difícil para formar o seu caráter.”

“Então, o que é o verdadeiro bem?”, perguntei.

“O bem supremo de Deus não é uma vida sem problemas”, respondeu o Mestre. “O bem é tornar o seu coração parecido com o de Cristo e garantir a sua salvação eterna. Deus não força ninguém. Ele faz o convite, oferece a Sua graça e respeita a sua liberdade. Cada pessoa precisa responder livremente a esse chamado.”

Ele colocou a ferramenta pronta em minhas mãos.

“Diante da prova, o mundo pergunta “por que eu?”. O seguidor de Cristo pergunta “o que Deus quer me ensinar com isso?”. A dor ganha utilidade de instrução. Ela lapida a sua fé e retira o peso da atitude de vítima.”

O Mestre apontou para a estrada à nossa frente.

“Esse fortalecimento não pertence só a você. Quando Deus te prepara no meio da tempestade, Ele te dá capacidade para amparar os que estão caindo. Vá e use a maturidade que você recebeu para ajudar outros a conhecerem o amor do Pai.”

Guardei o ensino no peito. Olhei para as minhas próprias lutas e entendi que elas não surgiram para me destruir, mas para me guiar rumo a Cristo, Seu caráter e à eternidade.   

Deus abençoe sua vida e família. Seu amigo e irmão em Cristo, Walter.