Texto-base: Salmos 20:7
📖 Alguns confiam nos seus carros de guerra, e outros, nos seus cavalos, mas nós confiamos no poder do SENHOR, nosso Deus. (Sl.20:7 NTLH)
Esta é uma declaração de Davi, o rei de Israel, diante de suas batalhas. Suas palavras revelam que alguns decidem confiar no seu poder bélico, mas o povo que pertence ao Único e Verdadeiro Deus, decide confiar Nele, no Seu Nome famoso, poderoso e esplendoroso em toda a história, no Dono e Protetor de Seus filhos, aos quais Ele dá força, instrução e a salvação.
Reflita. [1] De acordo com o texto, em que o rei Davi e o seu povo decidem confiar em vez de confiarem em carros de guerra e cavalos? [2] O que você acha que muda no nosso dia a dia, quando escolhemos confiar no cuidado de Deus, em vez de dependermos apenas das nossas próprias ferramentas e capacidades? [3] Sabendo que Deus nos dá força e proteção, como nós podemos agir com coragem diante das nossas dificuldades, entendendo que a vitória vem da nossa decisão de caminhar com Ele?
Introdução:
As suas decisões definirão o seu destino, e não suas emoções. Como filhos de Deus, precisamos aprender a alinhar nossos passos à vontade do Pai Eterno, a fim de não cairmos na armadilha de caminhos que nos parecem bons, mas que podem nos conduzir a frustrações e ao caos. (cf. Pv.16:25)
A vida pode parecer longa, mas ela, na verdade, é muito breve e nela, somos confrontados com inúmeros desafios e decisões. Isso significa que sempre estaremos entre dois caminhos: a decisão pelo que é correto ou pelo que é errado. No livro de Deuteronômio há dois textos que alertam os filhos de Deus, quanto a essa verdade: Dt.11:26,27; 30:19,20 (Deus nos dá a liberdade de escolhermos entre o caminho da vida ou da morte, da bênção ou da maldição).
Reflita. [1] Segundo os textos de Deuteronômio, quais são as duas opções que Deus coloca diante de nós e nos dá a liberdade de escolher? [2] Por que você acha que, muitas vezes, é perigoso seguir apenas o que sentimos (nossas emoções) na hora de tomar uma decisão importante? [3] Já que as nossas escolhas definem o nosso destino, como nós podemos identificar se o caminho que parece “bom” aos nossos olhos está realmente alinhado com a vontade de Deus?
Na tentativa de superarmos obstáculos e andarmos por caminhos menos dolorosos, muitas vezes, tomamos decisões não aprovadas por Deus. Observemos:
- Decisões baseadas apenas na lógica humana ou no alívio imediato, podem resultar em plena destruição. (Pv.14:12)
- Decisões que podem gerar conflitos graves no futuro – a história de Abrão com Agar e o nascimento de Ismael, o pai do povo árabe. (Gn.16:1-4)
- Decisões que desprezam a disciplina de Deus, geram grandes derrotas. (Nm.14:39-45)
Reflita. [1] Quais são as três bases citadas que, quando usadas para tomar decisões, acabam nos levando a caminhos não aprovados por Deus? [2] Quando buscamos um “alívio imediato” ou fugimos da disciplina de Deus, o que isso revela sobre a nossa confiança na vontade do Pai para o nosso futuro? [3] Analisando os exemplos de Abrão e do povo de Israel, como nós podemos evitar que o desejo de resolver as coisas do nosso jeito crie problemas graves para nós e para quem amamos no futuro?
1. Nosso destino é definido pelas nossas decisões e não por nossas imaginações e sentimentos
Essa verdade traz um significado profundo da primazia da vontade humana, ou do livre-arbítrio. Explico: A nossa caminhada com Deus deve ter como base uma parceria constante. Deus não nos obriga a obedecê-Lo, mas Ele nos capacita a escolher.
Reflita. [1] O que é que define o nosso destino, em vez das nossas imaginações e sentimentos? [2] Como você entende a ideia de que a nossa caminhada com Deus é uma “parceria constante”, onde Ele nos capacita, mas não nos obriga a nada? [3] Se Deus nos dá a liberdade de escolher, como nós podemos usar o nosso livre-arbítrio (liberdade de escolha) para tomar decisões que realmente agradem ao Pai, mesmo quando o que sentimos diz o contrário?
Observemos as palavras do apóstolo Paulo:
📖 Pois Deus está sempre agindo em vocês [influenciando e capacitando, tanto o nosso desejo de querer como o de efetuar, ou executar] para que obedeçam [a fim de que, pelos Seus recursos poderosos, tenham o desejo de obedecer] à vontade dele [que é proveitosa, útil e boa], tanto no pensamento [na mente ou na alma – a sede de nossas intenções ou desejos] como nas ações. (Fp.2:13 NTLH)
Filipenses 2:13 revela que Deus é a fonte principal de toda nossa transformação espiritual. Ele não apenas nos dá a força para agirmos, mas trabalha no nível mais profundo da nossa vontade, despertando o desejo de obedecer. O significado dessa verdade é que o SENHOR toma a iniciativa de restaurar a disposição da nossa alma, capacitando-nos a colaborar com Seus propósitos, sem forçar nossa liberdade de escolha.
Reflita. [1] Quais as duas áreas de nossa vida (uma interna e outra externa) Deus age para nos ajudar a obedecer à vontade Dele? [2] Como o fato de Deus “tomar a iniciativa” e trabalhar no nosso desejo, muda a forma como você encara as suas dificuldades em fazer o que é certo? [3] Já que Deus nos capacita sem forçar nossa liberdade de escolha, como nós podemos colaborar ativamente com essa ação dele, para que nossos pensamentos e ações sejam transformados de verdade?
Em muitas ocasiões, nossa alma (nossa natureza humana rebelde a Deus) envia ao intelecto sentimentos e pensamentos de que a nossa cooperação com o SENHOR é impossível. Por isso, é fundamental que o Espírito Santo nos faça lembrar de momentos bíblicos, nos quais os filhos de Deus receberam a Sua ajuda.
O Espírito de Deus não apenas nos faz lembrar dessas passagens, mas Ele nos ajuda a confiar e contar com o auxílio divino para superarmos o medo e a incredulidade, causados por agitações emocionais. (Exemplos: restauração da alma – Sl.23:3; fortalecimento na exaustão – Is.40:29-31; fortalecimento interior – Ef.3:16)
Devemos clamar por essa ajuda divina, para não incorrermos no erro que os nossos antepassados cometeram, quando permitiram que suas almas fossem absorvidas pelo espírito do medo e da incredulidade e, emocionalmente abalados, rejeitaram a Deus e a confiança Nele. (Exemplos: Números 14:1-11; Hebreus 3:7-19; Salmos 95; 1 Coríntios 10:1-11; Judas 5)
Reflita. [1] Quais são os três exemplos bíblicos citados que mostram como Deus nos ajuda em momentos de cansaço, agitação emocional ou fraqueza interior? [2] Por que é importante que o Espírito Santo nos faça lembrar das passagens bíblicas, quando a nossa alma tenta nos convencer de que é impossível cooperar com Deus? [3] Olhando para os erros dos nossos antepassados, como nós podemos agir, para que o medo e a incredulidade não dominem nossas emoções e nos afastem da confiança no SENHOR?
Quando lemos essas passagens bíblicas, é notório que Deus não predeterminou que aquele povo fosse incrédulo, mas sim crente. Seguir a voz do medo e da incredulidade foi uma escolha individual, resultando na própria destruição deles.
Reflita. [1] De acordo com o texto, o que Deus desejava que o Seu povo fosse, em vez de incrédulo? [2] Como o fato de que a incredulidade foi uma “escolha individual”, nos ajuda a entender que somos responsáveis pelas consequências das nossas decisões diante de Deus? [3] Se Deus não predetermina a nossa descrença, como nós podemos treinar o nosso coração para ouvir a voz da fé, em vez de nos deixarmos levar pela voz do medo, que conduz à destruição?
2. O destino não é um fatalismo cego, algo já escrito ou divinamente predeterminado
Tornei-me pregador do Evangelho por um chamado de Deus, e não por motivações como sobrevivência, fama ou riquezas. Afinal, o destino é o resultado de escolhas deliberadas, as quais podem trazer vida ou destruição — tanto momentânea quanto eterna.
Cremos que Deus, em Sua misericórdia (Sua graça) e pelo Seu Espírito Santo, sopra em nossa alma a Sua voz e os recursos necessários, para que nossa vontade e ações sejam capacitadas a responder de modo confiante e fiel às Suas instruções.
Reflita. [1] Segundo sua compreensão, o destino é resultado de quê, em vez de ser algo “já escrito” ou um “fatalismo cego”? [2] Como a ideia de que Deus “sopra em nossa alma” os recursos necessários, ajudando-o a entender que, embora a escolha seja nossa, não estamos sozinhos na caminhada cristã? [3] Se as nossas decisões podem trazer vida ou destruição eterna, como nós devemos encarar as oportunidades diárias de ouvir a voz do Espírito Santo e responder com fidelidade?
Compreendamos que emoções como o medo, a euforia e a tristeza podem influenciar nossas decisões, mas essas instâncias são como o clima: mudam repentina e constantemente. A boa decisão é como o capitão de um navio que, diante de um mar bravo, enfrenta tempestades emocionais, mas, ao se manter sóbrio e seguir as orientações do seu cartógrafo, escolherá a melhor rota e, então, sua decisão sóbria fará com que ancore o seu navio em um porto seguro.
A vida abençoada pelo SENHOR alcança o seu destino, quando a moldamos pela confiança, lealdade, temperança, e persistência na Palavra de Deus e não pela intensidade do que sentimos no momento.
Reflita. [1] Segundo a meditação, nossas emoções são comparadas ao quê e, então, como elas se comportam? [2] Por que o capitão do navio precisa seguir as orientações do cartógrafo, em vez de se guiar apenas pela força da tempestade, ou pelo que sente no momento? [3] Pensando na nossa vida com Deus, como nós podemos desenvolver a sobriedade e a persistência na Bíblia, para chegarmos ao “porto seguro”, mesmo quando o nosso “clima emocional” estiver agitado?
Observemos as palavras do sábio, através das quais, ele reflete a sabedoria de Deus em nossas decisões: 📖 25 “Olhe firme para a frente, com toda a confiança [em Deus e na Sua sabedoria]; não abaixe a cabeça, envergonhado.” 26 Pense bem no que você vai fazer [seja cauteloso e tome suas decisões sob o critério da Palavra de Deus], e todos os seus planos darão certo. 27 “Evite o mal e caminhe sempre em frente; não se desvie nem um só passo do caminho certo.” (Pv.4:25-27 NTLH)
Reflita. [1] De acordo com o sábio, como devemos olhar para a frente e o que devemos fazer para que todos os nossos planos deem certo? [2] O que você entende por “pensar bem no que vai fazer”, usando a Palavra de Deus como critério, em vez de apenas seguir seus próprios impulsos? [3] Se o conselho é não se desviar nem um só passo do caminho certo, como nós podemos manter o foco e evitar o mal nas pequenas decisões do dia a dia?
Observemos as palavras de Jesus, alertando-nos para sermos prudentes e sábios em nossas decisões: 📖 21 Pois onde estiverem as suas riquezas, aí estará o coração [o olhar, a visão, o desejo] de vocês. 22 —Os olhos são como uma luz [luz fraca de uma candeia, ou uma vela] para o corpo: quando os olhos de vocês são bons [decididos a olhar para Deus e Suas instruções], todo o seu corpo fica cheio de luz [luz forte como de uma tocha, ou como de um holofote]. 23 Porém, se os seus olhos forem maus [voltados para o egoísmo e paixões pessoais], o seu corpo ficará cheio de escuridão [a luz divina será obscurecida e rejeitada]. Assim, se a luz que está em você virar escuridão, como será terrível essa escuridão! (Mt.6:21-23 NTLH)
Reflita. [1] O que acontece com o nosso corpo quando os nossos olhos são “bons” e decididos a olhar para Deus? [2] Como você entende a ideia, de que o lugar onde colocamos nossas riquezas (nossos tesouros e valores) acaba guiando o nosso coração e as nossas decisões? [3] Se os olhos “maus” são aqueles que se voltam para o egoísmo, como nós podemos vigiar a nossa visão espiritual, para garantir que a luz de Deus em nós não se apague?
Concluindo:
Nossa vida não é fruto de um destino traçado sem nossa participação, mas sim o resultado direto das escolhas que fazemos todos os dias diante de Deus. O SENHOR, em Sua imensa bondade, não nos obriga a segui-Lo, mas nos oferece Sua graça e o auxílio do Espírito Santo, para que possamos vencer o medo e os sentimentos passageiros, decidindo confiar no Seu poder e não em nossas próprias capacidades. Quando escolhemos alinhar nossa vontade à Palavra de Deus, exercendo com sabedoria nosso livre-arbítrio que Ele nos deu, deixamos de ser guiados pelo que sentimos, para sermos conduzidos por uma fé sólida, a qual nos leva a um futuro de paz, segurança e salvação eterna.
Reflita. [1] A nossa vida é fruto de um destino traçado sem nossa participação ou é o resultado das nossas escolhas diárias diante de Deus? [2] Como o auxílio do Espírito Santo e a graça de Deus nos ajudam a usar o nosso livre-arbítrio para vencer sentimentos passageiros, como o medo? [3] Já que alinhar nossa vontade à Palavra de Deus nos leva a um futuro de paz e salvação, o que nós precisamos mudar na nossa forma de decidir, para não sermos mais guiados apenas pelo que sentimos?
Que Deus nos abençoe!
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PARA A SUA MEDITAÇÃO E ORAÇÃO PESSOAL
Segunda-feira: a escolha diária. 📖 Hoje eu lhes dou a escolha entre a bênção e a maldição. Vocês receberão a bênção se obedecerem aos mandamentos do SENHOR, nosso Deus, que hoje eu lhes estou dando. (Deuteronômio 11:26-27) Meditação: o destino não é um acaso, mas ele é uma resposta de Deus à nossa decisão de caminhar em obediência.
Terça-feira: a renúncia ao orgulho intelectual. 📖 Confie no SENHOR de todo o coração e não se apoie na sua própria inteligência. Lembre de Deus em tudo o que fizer, e ele lhe mostrará o caminho certo. (Provérbios 3:5-6) Meditação: decidir confiar no Senhor, acima da nossa lógica humana, é o que garante conhecermos e andarmos pelo caminho correto.
Quarta-feira: o cuidado com as aparências. 📖 Há caminhos que parecem certos, mas podem acabar levando à morte. (Provérbios 14:12) Meditação: peça ao Espírito Santo que revele se suas decisões atuais são baseadas em alívios imediatos ou na vontade eterna de Deus.
Quinta-feira: a decisão pela vida. 📖 Neste dia eu chamo o céu e a terra como testemunhas contra vocês. Eu lhes dou a escolha entre a vida e a morte, entre a bênção e a maldição. Escolham, pois, a vida, para que vocês e os seus descendentes vivam. (Deuteronômio 30:19) Meditação: a liberdade de escolha é um presente sagrado, mas escolher a vida é uma decisão que abençoa não apenas a nós, mas também as futuras gerações.
Sexta-feira: o foco e a prudência. 📖 Olhe firme para a frente, com toda a confiança; não abaixe a cabeça, envergonhado. Pense bem no que você vai fazer, e todos os seus planos darão certo. (Provérbios 4:25-26) Meditação: ser sóbrio é decidir manter o olhar em Deus e na Sua Palavra, evitando que os desvios emocionais nos tirem da rota.