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Os prazeres e a responsabilidade cristã

Crônica de Walter de Lima Filho
 
Sabe aquele aroma de café fresco logo cedo, o riso alto com um velho amigo ou o vento no rosto ao caminhar no parque? A gente sente isso na pele, na alma. Deus fez nosso corpo com cinco sentidos fantásticos e uma mente capaz de sentir emoções profundas, para que a gente aproveitasse as coisas boas desse mundo. O problema começa quando a gente confunde o presente com o Doado
 
Foi exatamente isso que aconteceu com Demas, um companheiro do apóstolo Paulo. Ele olhou para as luzes, as vantagens, os confortos e as facilidades do mundo e se apaixonou por ele. Demas abandonou a sua missão cristã porque o visível parecia muito mais atraente e imediato do que caminhar pela fé com um Deus invisível. A psicologia humana é assim: o que a gente pode pegar e sentir costuma gritar mais alto na nossa mente do que a esperança do amanhã.
 
A cultura de hoje nos empurra para dois extremos perigosos. De um lado, existe uma busca desesperada por prazeres rápidos, onde as pessoas se tornam escravas das próprias vontades. Do outro, há quem acredite que, para ser dedicado a Deus, é preciso fugir de tudo, trancar-se numa bolha e rejeitar as coisas boas da vida. Porém, tentar anular nossos sentimentos e desejos é combater a própria forma como Deus nos desenhou.
 
Deus nos concedeu a liberdade de escolha e Ele não nos força a amá-Lo, como também não nos robotiza. Ele nos dá a capacidade de decidir todos os dias em que colocaremos o nosso coração. Os prazeres simples não são armadilhas, mas são presentes para nos fazer lembrar da bondade de Deus. Quando comemos algo gostoso e dizemos “obrigado, SENHOR!”, aquele momento se transforma em gratidão e adoração.
 
O segredo da saúde emocional e espiritual não está em rejeitar o mundo, mas em recalibrar o coração. Se um hábito, por mais prazeroso que seja, começa a esfriar o seu amor por Deus e pelas pessoas, compreenda que é hora de fazer uma pausa. Quando mantemos o amor a Deus acima de qualquer outra coisa, conseguimos aproveitar a vida de verdade com alegria, paz e sem nos tornarmos reféns de nada.
 
Seu amigo e irmão em Cristo, Walter.