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Texto base:

Salmos 47:6-8
 
6 Cantai louvores a Deus, cantai louvores; cantai louvores ao nosso Rei, cantai louvores. Pois Deus [é] o Rei de toda a terra, cantai louvores com inteligência. 8 Deus reina sobre os gentios; Deus se assenta sobre o trono da sua santidade. (Sl.47:6-8 ACF)
 
Antes de tudo, é necessário que entendamos o simples princípio: quando louvamos a Deus, nós O homenageamos pela Pessoa que Ele é, e não pelo que gostaríamos que Ele viesse a ser. Nós não tentamos moldá-lo de acordo com as nossas expectativas e desejos.
 
O louvor a Deus deve ser sincero e verdadeiro, expressando nossa gratidão por todas as bênçãos que Ele nos concede. Ao reconhecermos que todas as coisas boas vêm Dele, aprofundamos o nosso relacionamento com Ele, somos transformados à Sua imagem e agimos à Sua semelhança.
 
Esse Salmo nos motiva a entoarmos louvores a Deus pelo fato de O entronizarmos como o nosso Rei e o Soberano sobre toda a terra. O louvor deve ser feito de modo inteligente, prudente, para que, em nossas exaltações e cânticos, todas as facetas do caráter divino sejam expressas, conforme apresentadas nas Escrituras. Assim nos conduzimos para que tanto a nossa fé como o nosso Deus Soberano, que se assenta no trono de Sua santidade, seja reconhecido por todos que Ele reina com bondade e justiça.
 
Quem compôs esse Salmo? Foram os descendentes de Coré, o qual se juntou às famílias de Datã e Abirão para incentivar o povo de Israel a se rebelarem contra a liderança de Moisés e Arão, os quais foram escolhidos por Deus para instruir e guiar Seus filhos até a Terra Prometida. 
 
Em razão dessa rebelião contra Deus, eles foram castigados pelo SENHOR, sendo engolidos pela terra, que se abriu sob seus pés. Além disso, 250 homens foram mortos pelo fogo enviado por Deus, mas os filhos de Coré não foram mortos (cf. Nm.16:1-33; 26:10,11).
 
Lembrando-se dos pecados de seus antepassados, os descendentes de Coré, por meio do Salmo 47, incentivam o povo de Deus a louvá-Lo com salmos, reconhecendo a Sua soberania, as facetas do Seu caráter e a respeitá-lo como o Seu Rei e de todas as nações. Em vez de se rebelarem contra o Eterno, que se unissem a Ele e se submetessem ao Seu santo reinado.
 
Pense:
 
Uma folha pode mudar a direção do vento? Uma folha, por mais que se agite, não consegue mudar a direção do vento. Da mesma forma, a resistência ao Rei Justo e Bondoso é como uma folha tentando se opor a uma força da natureza muito mais poderosa. 
Algum órgão do nosso corpo pode se opor ao coração, sem causar danos para si próprio? O coração é o centro vital do corpo e nenhum membro pode se opor a ele sem causar danos a si mesmo. Deus, o Rei Justo e Bondoso, é o coração do Seu Reino, e a luta ou a rebeldia contra Ele sempre será autodestrutiva.
A sombra pode apagar a luz? A sombra não pode vencer a luz. A luta contra a justiça é como a sombra tentando apagar a luz, uma tarefa impossível.
 
Guarde em sua alma: tentar negar a Verdade divina é como nadar contra a corrente. Quem, por meio de Cristo, passa a conhecer a Deus intimamente, sabe que a Sua bondade e justiça são incontestáveis. Portanto, lutar contra Deus é uma negação aos Seus valores (cf. Sl.111:10; Pv.9:10; 15:33) e à vida plena que só Ele pode oferecer (cf. Jo.10:10). A luta contra Deus é a causa de toda a destruição espiritual e moral, nos vários setores da vida humana.
 
Deus é injusto ao pedir que O louvemos? QUANDO DEIXAMOS DE EXALTAR A DEUS, PERDEMOS A REALIDADE DO NOSSO ORGULHO E EGOÍSMO, TORNAMO-NOS DESOBEDIENTES, INGRATOS, E O NOSSO AMOR E COMPROMISSO PARA COM ELE SE ESFRIAM. Então, o louvor não é uma diversão. Ele não é um momento de uma reunião, onde as pessoas desejam se emocionar e se sentir bem em vez de considerar quem o SENHOR é, de fato. De outro modo, elas se tornam parecidas a:
• Folhas que desejam mudar a direção do “Vento” (o Espírito Santo);
• Órgãos de um “Corpo” que se opõem ao “Coração” (o Próprio Deus);
• Sombras tentando apagar a “Luz” (Jesus).
 
A ingratidão e a insanidade de Nabucodonosor, o rei da Babilônia
 
Sobre o rei Nabucodonosor, o capítulo 4 do livro de Daniel nos diz o seguinte:
• O rei emite uma proclamação sobre o grande poder de Deus a seu favor (4:1-3)
• Nabucodonosor teve um sonho (4:4-18)
o Ele vê uma grande árvore que crescia, mas que seria cortada por um mensageiro de Deus. Essa árvore representava um homem que perdeu o juízo e, por isso, viveria como um animal selvagem por sete anos.
• Daniel interpreta o sonho de Nabucodonosor (4:19-33)
o A árvore era o próprio Nabucodonosor, que sofreria insanidade divinamente gerada devido ao seu orgulho ou vaidade pessoal.
o Em sete anos, se ele reconhecesse a grandeza e a bondade de Deus, seu reinado seria restaurado.
o Ele se recusa a se arrepender, permanece arrogante, creditando a grandeza da Babilônia à sua pessoa.
o Então, ele é punido e recebe uma mente de animal durante sete anos.
• Ao recuperar sua mente e ser restaurado ao reino, Nabucodonosor louva, honra, glorifica o Deus de Daniel e é recolocado no trono da Babilônia com honras maiores do que as que possuía.
 
A vinda do “Filho do Homem” – Jesus
 
No capítulo 7 (cf. Dn.7:13,14), Daniel escreveu sobre a vinda de um “Homem Poderoso”, que desceria dos Céus, nas nuvens. Na sua profecia, Daniel diz que “Ele” receberia todo o domínio, a honra e o poder para reinar sobre todos os povos, nações e homens. Ele declara que o Seu domínio seria eterno e que Seu Reino jamais seria destruído. Esse “Homem Poderoso”, descrito por Daniel, é Jesus. (cf. Ap.1:7; 14:14)
 
Todas essas palavras de Daniel foram escritas e investigadas pelos estudiosos ou sábios da Babilônia. Mais ou menos quatro ou cinco séculos à frente, três deles viajaram até Jerusalém, a fim de homenagear o “Rei dos judeus”. Tendo eles chegado em Belém (que significa a “Casa do Pão”), encontraram um “menino” e O homenagearam, dando-Lhe “ouro, incenso e mirra” (cf. Mt.2:1-12).
 
Esses sábios, embora não fossem judeus, enxergaram em Jesus não apenas mais uma criança que nasceu em Israel, mas o “Rei dos reis e SENHOR dos senhores” (cf. 1 Tm.6:15; Ap.19:16) que, profetizado por Daniel, deveria ser honrado da forma mais completa possível – algo que o Seu próprio povo falhou em reconhecer (cf. Jo.1:11).
 
O ouro, o incenso e a mirra
 
Os três estudiosos ou sábios babilônios prestam homenagens a Jesus, oferecendo-lhe ouro, incenso e mirra, e o que isso significava?
 
O ouro: eles reconheceram Jesus como “Rei”, segundo os costumes da época, dando o ouro como presente;
O incenso: eles reconheceram Jesus como o Intercessor e Ajudador de Seu povo, diante do Eterno;
A mirra: eles reconheceram Jesus como o Ungido de Deus, para ser o Rei Eterno de Seu povo, mas que seria rejeitado por ele. A mirra era a primeira essência adicionada ao óleo da unção para se ungir um rei. Pelo seu gosto amargo e perfume, a mirra transmitia a mensagem da morte e perfume da vida eterna; por isso, ela era usada para ungir os corpos de falecidos.
 
Nós homenageamos a Jesus por Ele ser o nosso Rei Poderoso em palavras e ações. Nós louvamos a Jesus porque Ele intercede ao Pai por nós e nos dá a Sua ajuda, a fim de que prevaleçamos sobre nossas fragilidades e inimigos. Nós exaltamos a Jesus pela Sua misericórdia, pois, quando estávamos entregues à miséria de nossos pecados, Ele morreu e ressuscitou, para que, pela fé na Sua morte, ressurreição e Instruções, recebêssemos de Deus o perdão, a graça e a vida plena, abundante ou eterna.
 
Nós louvamos a Jesus pelo fato de termos sido feitos o povo amado de Deus e que, em amor, conforme as palavras do apóstolo Pedro, vivemos comprometidos com Ele:
 
 9 Vocês são a raça ESCOLHIDA, OS SACERDOTES DO REI, A NAÇÃO COMPLETAMENTE DEDICADA A DEUS, O POVO QUE PERTENCE A ELE. Vocês foram escolhidos para anunciar os atos poderosos de Deus, que os chamou da escuridão para a sua maravilhosa luz. 10 Antes, vocês não eram o povo de Deus, mas agora são o seu povo; antes, não conheciam a misericórdia de Deus, mas agora já receberam a sua misericórdia. (1 Pe.2:9,10 NTLH)
 
Povo de Deus, cante louvores ao Rei dos reis e SENHOR dos senhores! Agora sobre a Terra, louvemos o Rei com inteligência, palavras e ações, porque, na Eternidade, livres dos sofrimentos deste mundo, nós O veremos e O engrandeceremos face a face, em todo o esplendor da Sua glória!
 
Que Deus nos abençoe!
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