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Conheça a Deus cultivando a humildade

 

Texto base:

Mateus 11:25-30

Neste último domingo, o Walter terminou uma série chamada “O caminho para o Sinai”, onde ele descreveu a saga do povo judeu no deserto. Foram seis semanas de um conteúdo recheado de princípios e valores bíblicos que nos dão a dimensão da nossa responsabilidade diante de Deus, do Seu caráter e propósitos eternos.

Essa trajetória retrata exatamente a nossa vida, comportamentos e escolhas diante de um Deus amoroso, misericordioso, justo, santo, perfeito e provedor, que deseja se relacionar conosco como um Pai que ama profundamente o seu filho.

No caminho para o Sinai, Deus vai revelando o Seu poder, Sua personalidade, Seus atributos e Sua moralidade, a fim de ser conhecido pelo Seu povo e ao mesmo tempo ensinar Seus filhos a abandonarem a mentalidade de escravos para assumirem uma nova identidade como filhos de Deus.

Deus quer se revelar a cada um de nós para que abandonemos a nossa velha vida de pecado, os nossos maus hábitos e o nosso egoísmo, para ficarmos livres destas amarras e aceitarmos o trabalho de Deus, o Seu molde, e assim assumirmos uma nova identidade como filhos e filhas Dele.

Isto me fez lembrar uma passagem no livro de Atos, onde Paulo procura explicar aos atenienses a importância de conhecer a Deus, o Seu caráter, Suas Obras e propósitos, a fim de vivermos Nele e para Ele neste mundo:

Nele vivemos, nos movemos e existimos. (Atos 17:28 NTLH)

Paulo está citando uma frase de um poeta e filósofo da ilha de Creta para explicar que, dentre aquelas inúmeras imagens de deuses que eles adoravam, ele encontrou um altar sem nenhum ídolo em que estava escrito: “AO DEUS DESCONHECIDO”. Na verdade, os gregos tinham o costume de construir altares a deuses desconhecidos com medo de que, caso esquecessem de adorá-los, fossem castigados por eles.

Paulo, aproveitando essa oportunidade, ensina que esse Deus desconhecido era o único e verdadeiro Deus, que fez o mundo e tudo o que nele existe, que é o SENHOR do céu e da terra, o Deus Soberano, e conclui que é para Ele que vivemos, movemos e existimos.

Sempre que Jesus considerava a necessidade de explicar aos Seus seguidores acerca de quem Ele é, a Sua natureza e missão, Ele usava a expressão “Eu Sou”, porque Ele queria que o Seu povo O Conhecesse fora dos padrões religiosos da época, os quais já estavam contaminados pelo pecado.

Para isso Ele usava metáforas para facilitar o entendimento, como, por exemplo, “Eu sou a porta” (cf. Jo. 10:9), “Eu sou o pão da vida” (cf. Jo. 6:35), “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (cf. Jo 14:6). Jesus esperava, a partir de Suas definições, que Seus seguidores não apenas O conhecessem, mas vivessem à luz destas afirmações, moldando suas vidas conforme a revelação de Sua natureza e propósitos.

São esses os objetivos de Deus para nós! Que as nossas vidas sejam moldadas pelo caráter de Cristo, por Suas qualidades e valores morais e espirituais, revelados nas Escrituras. Não basta saber que Deus é Santo, bom, verdadeiro, fiel, misericordioso, amoroso, justo, dedicado, paciente, generoso, provedor, perdoador e não trazer essas qualidades à sua vida para se tornar uma pessoa melhor, aceita por Deus e útil ao próximo. Quer alguns exemplos?

Você tem se esforçado para ser mais dedicado e fiel a Deus?
Você tem procurado ser mais paciente com os outros, evitando ofensas, brigas e gritarias?
Você tem sido generoso, dedicando seu tempo, dons e, se necessário, seu dinheiro, para ajudar os outros?
Você tem perdoado aquele que te ofende?
Você tem amado o seu inimigo?
Você tem sido misericordioso com o seu próximo?

A palavra misericórdia deriva de outra palavra, “cordia” ou “cordis”, que no latim é coração. Os antigos romanos acreditavam que o fato de você se compadecer de outro ser humano era um sentimento que nascia do coração. Para os judeus, “misericórdia” em hebraico não provém do coração, mas está ligada a outro órgão do corpo humano, exclusivo das mulheres, que é o útero.

Isso nos leva a entender algo muito mais profundo e espiritual, que uma pessoa somente é capaz de exercer a misericórdia quando ela passa a gerar outra “Vida” em alguém, ou seja, “misericórdia” não deriva do coração, mas provém de um órgão onde a vida é gerada.

Portanto, a pergunta pode ser reformulada: “Você tem gerado “Vida” ao seu próximo?” Dependendo das nossas respostas, elas serão um indício que apontarão se realmente estamos ou não conhecendo a Deus.

Quando Paulo nos chama para sermos transformados pela renovação de nossa mente, ele aconselha o seguinte:

Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele. (Romanos 12:2 NTLH)

Parte do que Paulo tem em vista nestas palavras é a superação de nossa resistência natural à estranheza dos caminhos de Deus. Tanto isso é verdade que nos versos que antecedem esse pedido para que tenhamos nossas mentes transformadas, ele escreveu:

Como são grandes as riquezas de Deus! Como são profundos o seu conhecimento e a sua sabedoria! Quem pode explicar as suas decisões? Quem pode entender os seus planos? Como dizem as Escrituras Sagradas: “Quem pode conhecer a mente do SENHOR? Quem é capaz de lhe dar conselhos? Quem já deu alguma coisa a Deus para receber dele algum pagamento?” Pois todas as coisas foram criadas por ele, e tudo existe por meio dele e para ele. Glória a Deus para sempre! Amém! (Romanos 11:33-36 NTLH)

Sabemos que Deus é infinitamente maior, mais desconhecido do que conhecido, mais glorioso, mais temível e amoroso do que podemos compreender com nossas mentes limitadas. Os juízos de Deus não são apenas profundos, mas também insondáveis e inexplicáveis, até mesmo incompreensíveis. Porém, o que nos foi revelado por meio da Sua Palavra é o suficiente para conhecê-Lo, temê-Lo e amá-Lo da forma devida.

Certa vez, Jesus disse aos Seus seguidores que olhassem para as aves que voam pelo céu. Elas não semeiam, não colhem e não guardam comida em depósitos, pois Deus as alimenta (cf. Mt.6:26).

Jesus também disse para observar as flores do campo. Elas não trabalham nem fazem roupas para si mesmas, e então o Senhor as compara com a riqueza de Salomão, que mesmo sendo tão rico não usava roupas tão bonitas como as ervas do campo, pois é Deus quem as veste (cf. Mt. 6:28-30).

Jesus não estava ensinando sobre moda ou beleza estética, mas o Seu objetivo era libertar as pessoas da incredulidade, da falta de confiança em Deus, da avareza, da ilusão da riqueza e do dinheiro, que são características de uma vida pagã e incrédula, que não confia na providência divina.

Ele considerou como argumento válido o fato de que se o nosso Pai celestial alimenta as aves e veste as flores, quanto mais alimentará e vestirá Seus filhos! Jesus realmente acreditava que a mão de Deus está em atividade nos mínimos detalhes dos processos naturais:

Por acaso não é verdade que dois passarinhos são vendidos por algumas moedinhas? Porém nenhum deles cai no chão se o Pai de vocês não deixar que isso aconteça. Quanto a vocês, até os fios dos seus cabelos estão todos contados. Portanto, não tenham medo, pois vocês valem mais do que muitos passarinhos. (Mateus 10:29-31 NTLH)

Deus não somente alimenta as aves e veste os lírios do campo, mas também decide quando cada pássaro morre e cai no chão.

Então, vamos ao nosso texto base:

Naquela ocasião Jesus disse: – Ó Pai, SENHOR do céu e da terra, eu te agradeço porque tens mostrado às pessoas sem instrução aquilo que escondeste dos sábios e dos instruídos! Sim, ó Pai, tu tiveste prazer em fazer isso. – O meu Pai me deu todas as coisas. Ninguém sabe quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém sabe quem é o Pai, a não ser o Filho e também aqueles a quem o Filho quiser mostrar quem o Pai é. – Venham a mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso. Sejam meus seguidores e aprendam comigo porque sou bondoso e tenho um coração humilde; e vocês encontrarão descanso. Os deveres que eu exijo de vocês são fáceis, e a carga que eu ponho sobre vocês é leve. (Mateus 11:25-30 NTLH)

O contexto desta passagem se dá em uma ocasião em que Jesus estava sendo rejeitado pelos moradores das cidades próximas ao mar da Galileia e, principalmente, pelos religiosos.

Nós podemos observar isso em duas situações: Jesus lembra os Seus seguidores quando João Batista veio pregando que o povo precisava se arrepender dos seus pecados e mudar de vida, e as pessoas reagiram a ele dizendo: “Ele tem demônio” (cf. Mt.11:18,19). João Batista era um profeta que vivia em cavernas no deserto, longe da sociedade, sobrevivendo à base de gafanhotos e mel do campo, não bebia vinho e muitos rejeitaram a sua mensagem.

Já no verso 19, Jesus contrasta João Batista com Ele mesmo, dizendo que veio o Filho do Homem, que come e bebe, que vive no meio do povo, que aceita convites para ir às festas, mas todos dizem: “Este homem é comilão e beberrão! É amigo dos cobradores de impostos e de outras pessoas de má fama”.

A segunda situação se encontra nos versos 20 a 24 do mesmo capítulo 11, onde Jesus está trazendo juízo às cidades de Corazim, Betsaida e Cafarnaum, que ouviram os ensinamentos e viram muitos milagres, porém não se arrependeram dos seus pecados e, consequentemente, não creram em Jesus.

Portanto, nós, que conhecemos a Verdade, que presenciamos a transformação de pessoas e vimos milagres, tenhamos muito cuidado! Que estejamos atentos para não tratarmos com desinteresse as coisas de Deus, a Sua Palavra, os seus propósitos divinos e Seu Reino, para não sermos julgados com maior rigor no dia do Juízo.

1. Seja humilde diante de Deus para receber Dele os recursos da Sua graça

“Naquela ocasião Jesus disse: – Ó Pai, SENHOR do céu e da terra, eu te agradeço porque tens mostrado às pessoas sem instrução aquilo que escondeste dos sábios e dos instruídos! Sim, ó Pai, tu tiveste prazer em fazer isso. (Mateus 11:25,26 NTLH).

Jesus não está dizendo que uma pessoa inteligente e instruída não pode conhecer a Deus, mas que o verdadeiro entendimento do Evangelho não é uma conquista intelectual para nos orgulharmos, mas um dom concedido por Deus e acessível através de um coração humilde e arrependido, o qual reconhece a sua própria pequenez e limitação.

A própria Palavra de Deus deixa claro isso no livro de Tiago:

Deus é contra os orgulhosos, mas é bondoso com os humildes. (Tiago 4:6b NTLH)

É por isso que Jesus começa as Bem-Aventuranças assim:

Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. (Mateus 5:3 ARA)

Diferentemente daqueles que se acham orgulhosos de si mesmos, soberbos e autossuficientes, a estes Deus resiste, mas aos humildes Ele dá a Graça, ou seja, todos os recursos divinos de que necessitam para viverem em comunhão com Ele.

2. Jesus é o único caminho para conhecer a Deus

O meu Pai me deu todas as coisas. Ninguém sabe quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém sabe quem é o Pai, a não ser o Filho e também aqueles a quem o Filho quiser mostrar quem o Pai é. (Mateus 11:27 NTLH)

Este verso é crucial para entender a centralidade de Cristo e a ideia de que a revelação de Deus ao homem é feita exclusivamente através de Jesus. É Jesus Quem revela o Pai e dá compreensão acerca Dele.

Jesus perguntou aos Seus discípulos:

Quem o povo diz que o Filho do Homem é? (Mateus 16:13 NTLH)

Então os discípulos responderam: “SENHOR, o povo está tão confuso a seu respeito; uns dizem que o SENHOR é João Batista, outros acham que é Elias, outros acham que é Jeremias e ainda outros acham que Tu és uns dos profetas. Eles não estão entendendo nada!”

E Jesus pergunta:

E vocês? Quem vocês dizem que eu sou? (Mateus 16:15 NTLH)

Percebe a intenção de Jesus em ensinar a definir corretamente quem Ele é, sua identidade, natureza e missão? O povo estava confuso acerca da pessoa de Jesus. Eles pensavam que Ele era João Batista ou que Elias havia ressuscitado. Eles compararam Jesus apenas a um grande homem ou profeta. Eles não discerniram que Jesus era o próprio Filho de Deus.

O povo na época de Jesus tinha uma visão distorcida acerca Dele, pois O via apenas como um grande mensageiro de Deus e não como o próprio Deus encarnado. Havia muitas opiniões entre o povo sobre Jesus, exceto a verdadeira. Essa realidade perdura ainda hoje. Muitas ouvem falar Dele e até mesmo O confessam, mas não O conhecem como o verdadeiro Deus.

Porém, Simão Pedro, inspirado por Deus, responde:

Simão Pedro respondeu: – O SENHOR é o messias, o Filho do Deus vivo. (Mateus 16:16 NTLH)

O Evangelho de Mateus ensina que a resposta de Pedro foi uma revelação de Deus Pai a ele:

Jesus afirmou: – Simão, filho de João, você é feliz porque esta verdade não foi revelada a você por nenhum ser humano, mas veio diretamente do meu Pai, que está no céu. (Mateus 16:17 NTLH)

Em outras palavras, Jesus estava dizendo: “Pedro, você sabe quem Eu sou porque o Pai me revelou para você, porque se o Pai não tivesse revelado, você também não saberia quem Eu Sou”.

Não há como alguém ter comunhão com Deus e entrar na Sua presença a não ser pelo Caminho, que é Jesus. Não tem nenhuma possibilidade de alguém entrar no Céu sem ser pela Porta, que é Jesus. Ele é o mediador e a expressão exata do ser de Deus. Por isso que a Pessoa de Jesus é tão perseguida.

O mundo tenta provar que Jesus é uma ficção e de que não há provas científicas ou arqueológicas de Sua existência, como se Deus dependesse da ciência para provar a Sua realidade. Deus não Se revela ao mundo pelo mesmo motivo que não se revela a uma pessoa pagã, que não quer ter intimidade com Ele, pois os interesses dela são egoístas, materialistas e orgulhosos.

Davi disse:

A intimidade do SENHOR é para os que o temem, aos quais Ele dará a conhecer a sua aliança. (Salmos 25:14 ARA)

3. Um convite ao descanso da alma

Venham a mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso. (Mateus 11:28 NTLH)

Esse convite não é para uma religião formal, mas para um relacionamento pessoal com Jesus, pois Ele disse: “Venham a mim”. Quantas vezes a nossa vida cristã se torna uma relação institucional, cheia de atividades religiosas, porém sem nenhum relacionamento com Cristo? Simplesmente frequentamos uma igreja, cantamos, oramos, ofertamos, pregamos, escutamos e voltamos para casa sem a percepção de Sua presença.

Jesus está deixando claro: “Venham a mim”. Não é a nenhum outro homem ou igreja, é somente a Ele, que tem a Vida verdadeira. É somente Ele que pode dar paz e descanso à nossa alma.

Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. (Mateus 11:28 ARA)

Israel estava sofrendo um grande peso do legalismo dos fariseus e a religião daquela época estava esmagando as pessoas. Veja o que Jesus disse:

Amarram fardos pesados e os põem nas costas dos outros, mas eles mesmos não os ajudam, nem ao menos com um dedo, a carregar esses fardos. (Mateus 23:4 NTLH)

Eu quero chamar a atenção para uma segunda palavra na tradução ARA:

Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. (Mateus 11:28 ARA)

Então esse convite foi feito para você que está cansado. Não importa quanto tempo você tem de igreja; se você está carregando um peso além de suas forças e está sobrecarregado, somente Jesus pode aliviar esse peso! Basta confiar Nele e descansar na Sua providência.

Mas há ainda um quarto e último ponto que podemos encontrar neste texto:

Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve. (Mateus 11:29,30 ARA)

4. Jesus nos chama para uma vida de propósitos

Tomai sobre vós o meu jugo (…) (Mateus 11:29 NTLH)

O jugo é um pesado arreio de madeira colocado no dorso de um ou mais bois. Este instrumento de trabalho é atrelado a uma parte do equipamento que os animais devem puxar. Se você coloca um boi para puxar uma carroça, a força que ele exerce é uma, mas se você coloca outro boi trabalhando junto, os dois mais do que dobram a capacidade da sua força.

Jesus nos chama não apenas para o trabalho, mas também para o discipulado:

Sejam meus seguidores e aprendam comigo porque sou bondoso e tenho um coração humilde. (Mateus 11:29 NTLH)

Jesus está dizendo: “Você quer ter uma vida que agrada a Deus? Então olhe para mim e aprenda comigo. Eu sou bondoso e tenho um coração humilde”. Qual era a condição das pessoas no contexto que Jesus havia denunciado lá atrás? Elas eram orgulhosas, soberbas e não eram humildes.

Ser humilde não é ser fraco, ser capacho dos outros ou não ter firmeza de caráter. Ser humilde não é apenas uma atitude externa, mas antes é uma atitude interior, um controle interno dos impulsos vingativos e reivindicatórios que nos assaltam muitas vezes. Ser humilde é ter o poder de agir ou reagir, mas abrir mão disso para não prejudicar ninguém. É ter todo o seu potencial sob controle.

Você não devolve revide com revide ou paga o mal com o mal. Você pode até querer se vingar, mas você abre mão disso porque é manso e humilde de coração e quer viver para agradar a Deus.

Muitas vezes enfrentamos problemas não pelo que dizemos, mas pelo modo como dizemos. Somos ásperos e agressivos quando Deus quer nos ensinar a sermos amáveis, gentis e dóceis, e isso não contrapõe a firmeza de suas convicções.

Devemos ser firmes nas coisas que envolvem a Palavra de Deus e a Sua causa, mas não grosseiros. Muitas vezes somos levados a pensar que a convicção de estarmos certos elimina a necessidade de sermos sensatos, pacíficos e amáveis em nossa posição.

O nosso maior exemplo de humildade e mansidão está na Pessoa de Jesus:

Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar que Cristo Jesus tinha. Ele tinha a natureza de Deus, mas não tentou ficar igual a Deus. Pelo contrário, ele abriu mão de tudo o que era seu e tomou a natureza de servo, tornando-se assim igual aos seres humanos. E vivendo a vida comum de um ser humano, ele foi humilde e obedeceu a Deus até a morte – morte de cruz. (Filipenses 2:5-8 NTLH)

Jesus garante que na vida que Ele oferece não faltará descanso, prazer e satisfação, mesmo em meio às lutas. Quando você aceita o jugo Dele, ou seja, quando você deseja obedecê-Lo, certamente você encontrará descanso para a sua alma. Por quê?

Os deveres que eu exijo de vocês são fáceis, e a carga que eu ponho sobre vocês é leve. (Mateus 11:30 NTLH)

A ideia de jugo suave ou leve é a do jugo adequado. É por isso que o carpinteiro tem que tomar as medidas do animal e experimentar nele para ver se não está machucando, porque à medida que o animal faz a força, a canga ou o jugo força o corpo do animal.

Jesus está dizendo que o jugo e o legalismo dos fariseus eram pesados. As pessoas viviam feridas pelo peso da religiosidade, e Jesus dizia: “Se vocês virem a mim, pegarem o meu jugo e aprenderem de mim, ele é suave e adequado para você, não vai machucá-lo e então você vai encontrar descanso para a sua alma”.

Cafarnaum ouviu Jesus e viu os Seus milagres, porém O rejeitou. E você, que conhece a Palavra de Deus, que tem vindo à Casa de Deus e ouvido o Evangelho, qual a sua decisão?

Quero terminar meditação lendo uma passagem onde Paulo nos mostra que, assim como a humildade, a busca pelo conhecimento de Deus deve ser constante e progressiva, devendo ser o nosso maior propósito de vida:

Mas você, homem de Deus, fuja de tudo isso [dos falsos ensinamentos e do amor ao dinheiro e à riqueza]. Viva uma vida correta, de dedicação a Deus, de fé, de amor, de perseverança e de respeito pelos outros. Corra a boa corrida da fé e ganhe a vida eterna. Pois foi para essa vida que Deus o chamou quando você deu seu belo testemunho de fé na presença de muitas testemunhas. (1 Timóteo 6:11,12 NTLH)

Que Deus nos abençoe!

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