Skip to content Skip to footer

 

Texto base:

Hebreus 10:35-37

35 Não rejeiteis, pois, a vossa confiança, que tem grande e avultado galardão. 36 Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa. 37 Porque ainda um pouquinho de tempo, E o que há de vir virá, e não tardará. (Hb.10:35-37 ACF)

Nesta vida, haverá momentos em que você se sentirá exilado da presença de Deus, mas esse sentimento precisa ser combatido, pois ele é falso – mentiroso e destruidor. As Escrituras dizem que Jesus é o nosso “Emanuel” – o “Deus Conosco” em todos os momentos.

35 Portanto (Referindo-se ao contexto – Hb.10:19-34), não percam [não abandonem – cf. versos 23 ao 25] a coragem [a vida de fé ou confiança], pois ela traz uma grande recompensa [aos que demonstram fidelidade]. 36 Vocês precisam ter paciência [perseverança diante do cansaço, desânimo e obstáculos] para poder fazer [para que depois de terem feito] a vontade de Deus e receber o que ele promete [a Vida Eterna e tudo o que nela existe]. 37 Pois, como ele diz nas Escrituras Sagradas [cf. Habacuque 2:3; Ageu 2:6]: “Um pouco mais de tempo, um pouco mesmo, e virá aquele que tem de vir [cf. Jo.14:1-3]; ele não vai demorar (não se atrasará, mas Ele virá no tempo determinado por Deus]. (Hb.10:35-37 NTLH)

Em outras palavras: “Aconteça o que acontecer, mediante ao que creem e já vivenciaram (Hb.10:19-34), mantenham-se firmes na fé e na sua confiança em Deus. Cultivem no SENHOR a sua felicidade, pois essas atitudes farão com que vocês sejam recompensados pelo Eterno. Além disso, é importante que vocês sejam persistentes em fazer a vontade de Deus, para que, depois de a terem feito, Ele faça por vocês o que lhes foi prometido. Entendam que a Sua vinda não está atrasada, pois é certo que Ele voltará no tempo determinado por Deus.” (Paráfrase – wlf)

“Imagine que você está em uma longa jornada de bicicleta rumo a um destino incrível, indescritível e que promete a plena alegria e felicidade. Durante o caminho, pode parecer que o percurso é cheio de subidas íngremes e o final está distante. Mas, sabendo que está no caminho correto, a sua persistência garante que o destino é real. A bicicleta é sua fé, e o esforço de ter pedalado e percorrido todo o caminho sem desanimar representa a sua confiança e persistência em fazer o que é certo. Mesmo que, às vezes, você enfrente intempéries e extremo cansaço, continue pedalando com determinação e alegria, confiando que cada pedalada o aproxima da linha de chegada. Não desista, pois, no momento exato, o destino se revelará, e tudo fará sentido.”

Essa metáfora pode ilustrar como a fé, a confiança em Deus e a perseverança ao fazermos a Sua vontade nos levam a experimentar as promessas do Eterno no tempo certo, mesmo quando os desafios do caminho podem parecer cansativos e desanimadores.

Desde Adão e Eva, a esperança do povo de Deus repousa na vinda daquele que pode resgatá-lo de um mundo caótico, o “Único” capaz dessa conquista.

Pois o Senhor mesmo lhes dará um sinal: a jovem que está grávida [cf. Maria – Mt.1:23] dará à luz um filho e porá nele o nome de Emanuel. (Is.7:14 NTLH)

Antes de conhecermos a Cristo, nós não possuíamos nenhuma compreensão de que não poderíamos tomar parte das promessas de Deus, pois não pertencíamos ao povo escolhido por Deus (Israel). Ainda que religiosos, nós vivíamos afastados de Deus pelo fato de não O conhecermos como Ele é e, por isso, não possuíamos uma esperança viva e eterna. (cf. Ef.2:12) Éramos como um corpo sem alma, uma árvore sem sua seiva, uma família sem pai e sem mãe e como a Terra sem o Sol.

1. Jesus, “Emanuel” – “Deus conosco”

Mesmo antes do nascimento de Jesus, o conceito de Deus como “Emanuel” (“Deus conosco”) não era desconhecido pelo povo de Israel (cf. Êx.33:15-17; Salmos 46:1,7). Tanto o Tabernáculo no deserto como o Templo em Jerusalém, em particular, eram uma representação preciosa da presença de Deus para com seu povo, mas havia um detalhe: no Lugar Santíssimo, onde estava a arca, as pessoas comuns não podiam entrar, pois somente o Sumo-Sacerdote é que tinha acesso a esse lugar uma vez por ano, a fim de interceder pelos pecados de todos (cf. Hb.9:7).

O povo de Israel, em um sentido mais profundo, vivia sob um sentimento de exílio de Deus, até mesmo na Terra Santa (Israel, a Terra Prometida), pois essa separação entre eles e o Lugar Santíssimo, a presença íntima do Eterno, representava a vida fora do Éden. (cf. Gn.3:24; Lv.16:2).

Algo mais era necessário: um Templo “não feito por mãos humanas”, mas que tivesse mãos (cf. Mc.14:58), um Lugar Santíssimo, que acolhesse intimamente o ser humano, para que todos os filhos de Deus pudessem reclinar suas cabeças e, de certo modo, tocá-lo (cf. Jo.13:23; 20:27). Havia o anseio que o “Emanuel” colocasse um fim nesse sentimento de exílio e que fizesse algo pelos que sentiam fome da Sua presença íntima.

Então, no tempo determinado por Deus, veio o “Emanuel”, na Pessoa de Jesus. Ele veio para restaurar o relacionamento íntimo do homem com Deus. Na cruz, Jesus clamou: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (cf. Sl.22:1; Mt.27:46).

Nesse momento, Jesus abraçou a nossa solidão e nos conduziu para perto de Si. Isso quer dizer que Jesus, como ser humano, conectou-Se com o Pai e, divinamente, desceu para dentro da vida dos que creram e creriam Nele (cf. Ef.4:8-10). Pela Sua morte e ressurreição, Jesus eliminou o que separava o ser humano de Deus. Ele “abriu” o caminho para termos acesso imediato à presença mais íntima de Deus (cf. Mt.27:45-51; Mc.15:37,38; Lc.23:44-46).

Jesus, desde a prisão até a Sua morte na cruz, revelou a realidade de um mundo afastado de Deus, o que as pessoas afastadas de Deus são capazes de pensar e fazer. Jesus exibiu a justiça e a misericórdia divina, cumprindo plenamente a Sua missão. Nesse mundo perverso, Ele viveu a nossa solidão, para que, em vez de nos sentirmos abandonados por Deus, possamos dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que ou por qual razão nos acolhestes e para que fim nos poupas?”

2. Abandonado, mas não sozinho – o exemplo de Jesus

No íntimo de cada ser humano, reside um sentimento profundo e destruidor de solidão. Contudo, NO ÍNTIMO DO VERDADEIRO CRISTÃO, HABITA A PRESENÇA PROFUNDA E INABALÁVEL DE DEUS. Nossa sensação de exílio pode surgir, fazendo com que sintamos a velha dor da solidão. Mas, quando somos capazes de ler o que o Espírito de Cristo escreveu em nosso coração, nós não diremos mais, “Onde está Deus?”. Em vez disso, com confiança, confessamos: “Eu pertenço a Jesus, o Meu Emanuel — o Deus Único, que está comigo e não me deixa sozinho, pois Ele está cuidando de mim!”.

O exemplo de Jesus

Sobre o que eu disse acima, observemos o exemplo de Jesus, quando disse aos seus discípulos o seguinte:

“Pois chegou a hora de vocês todos serem espalhados, cada um para a sua casa; e assim VÃO ME DEIXAR SOZINHO. Mas EU NÃO ESTOU SÓ, POIS O PAI ESTÁ COMIGO.” (Jo.16:32 NTLH)

Jesus é o nosso Salvador e o Exemplo para a nossa vida com Deus. Então, nós que estamos em Cristo, procuramos confiar Nele e seguir o Seu exemplo. Ele foi abandonado pelos homens, mas declarou ter sobre Si a mão poderosa de Deus, o Pai. Ele está se despedindo de Seus discípulos, mas, antes da Sua despedida final, Ele, o “Emanuel”, prometeu fazer de nós a habitação do Espírito de Deus, o Espírito que é Deus conosco, ou Deus em nós.

15 Jesus continuou: —Se vocês me amam, obedeçam aos meus mandamentos. 16 Eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro Auxiliador, o Espírito da verdade (Jesus é a Verdade – Jo.14:6), para ficar com vocês para sempre. 17 O mundo não pode receber esse Espírito porque não o pode ver, nem conhecer. Mas vocês o conhecem PORQUE ELE ESTÁ COM VOCÊS E VIVERÁ EM VOCÊS. (Jo.14:15-17 NTLH)

Muitas vezes, nós nos sentimos sozinhos e abandonados, mesmo quando cercados por várias pessoas. Todavia, nós somos confortados pelo fato de sabermos que Deus está sempre conosco, livrando-nos da solidão e do exílio da Sua poderosa presença em todas as situações. [cf. 2 Co.4:7-10]

Quando aprofundamos o nosso relacionamento com Cristo, descobrimos que não há lugar para o sentimento de solidão ou abandono em nosso íntimo, pois o nosso afastamento da presença íntima de Deus terminou e Dele, recebemos toda a ajuda e força para subsistirmos e vencermos esse mundo, o qual rejeita a Verdade e a realidade de Deus. Por isso, exaltamos a Jesus, o nosso “Emanuel”!

Que Deus nos abençoe!

Endereço

Rua José Peres Campelo, 25A
Piqueri | São Paulo | SP
CEP 02913-090

Reuniões

Domingos às 17h30
Terças-feiras às 20h30

Siga-nos nas redes sociais

Copyright © 2025. Comunidade Hebrom – Todos os direitos reservados | Desenvolvido por Nith Comunicação