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O caminho para o Sinai – Parte 2: O Senhor está com a gente ou não?

 

Texto base:

Êxodo 17:1,7

O povo de Israel saiu do deserto de Sim, caminhando de um lugar para outro (cf. Nm.33:8-15), de acordo com as ordens [conforme as Instruções] de Deus, o SENHOR. ELES ACAMPARAM EM REFIDIM, mas ali não havia água [ou águas] para beber. Então deram àquele lugar os nomes de Massá e de Meribá, pois os israelitas reclamaram contra Moisés e puseram o SENHOR à prova, perguntando: —O SENHOR ESTÁ COM A GENTE OU NÃO? (Êx.17:1 NTLH)

No domingo passado, nós aprendemos que a caminhada ao Sinai tinha um objetivo divino: libertar os israelitas, tanto de uma área física (dos espinhos do Egito, mundanismo) quanto do espírito de escravo e de fraqueza que se alojaram no seu emocional (na alma).

Conduzindo os hebreus ao deserto de Sim, um lugar de espinhos e barro, Deus desejava libertá-los da mentalidade de escravidão. Ao seguirem Suas orientações, eles seriam transformados, adquirindo uma nova identidade e hábitos.

Da mesma forma, quando Satanás perde o controle sobre os filhos de Deus, ele tentará influenciá-los para o que é mau, levando-os a se entregarem aos desejos da carne por meio de pensamentos, palavras e ações contrárias aos ensinamentos divinos.

Qual é o paralelo estabelecido no texto entre a jornada dos hebreus no deserto de Sim e a luta dos filhos de Deus contra as influências de Satanás? O que Deus queria para o povo hebreu no deserto de Sim? O que o inimigo de nossas almas tenta fazer conosco hoje em dia?

1. A lição de “Sim” – “o espinho e o barro” dentro e além do Egito, sob a mão de Deus

Sob a mão dos egípcios. Os hebreus não sofreriam mais os sofrimentos provocados pelos egípcios (espinho) e, por isso, não deveriam manter em suas almas o sentimento que os moldou em escravos (barro).
Sob a mão de Deus. As verdades sobre a justiça e o amor de Deus agiriam como “espinhos” em suas almas, confrontando-os com seus erros e omissões, a fim de que o SENHOR, assim como “o Oleiro”, moldasse-os e os impulsionasse a buscar uma vida dedicada ao Eterno e aos Seus propósitos. (cf. Sl.119:71-75; Hb.12:5-7)

Por que os hebreus não deveriam guardar o sentimento de escravidão em suas almas após serem libertos do Egito? De que forma as verdades sobre a justiça e o amor de Deus agiriam como “espinhos” na alma dos hebreus? Qual é a diferença entre ser moldado pela mão dos egípcios e ser moldado pela mão de Deus?

2. Em tempos de crise, a nossa fé é posta à prova

No deserto, o propósito divino era o de libertar Seus filhos da mentalidade de escravidão do Egito, não apenas física, mas também espiritual e psicológica. Nossos sentimentos e pensamentos mais profundos, quando se instalam em nós ‘de forma persistente’, têm um poder enorme para moldar nossos hábitos, “tanto para o bem quanto para o mal”.

Qual era o propósito de Deus ao levar Seus filhos para o deserto, e como isso se relaciona com o poder dos nossos sentimentos e pensamentos?

O sábio diz no livro de Provérbios: Se te mostrares fraco [“pensar e se sentir” abandonado, caído, desalentado] no dia da angústia [da adversidade], é que A TUA FORÇA [a Força que é proveniente do Teu Deus] É [será] PEQUENA [amarrada, impedida, limitada]. (Pv.24:10 ACF-2007) O mesmo verso, na versão NTLH: Quem [assume a identidade de um fraco, por se sentir e pensar que] é fraco numa crise é realmente [alguém que fala e agirá como] fraco. (NTLH)

Esse verso trata sobre a nossa confiança e unidade com Deus para que por Ele sejamos abençoados, fortalecidos e não nos entreguemos à instabilidade dos nossos sentimentos e emoções. Podemos optar pela confiança em Deus e na Sua Palavra ou dar ouvidos à voz dos nossos sentimentos e dúvidas. Caso confiemos no Eterno, receberemos Dele força e direção. Se duvidarmos, nós nos sentiremos inseguros, fracos e agiremos como tal.

De acordo com o texto, qual é a escolha que se apresenta diante de nós, como cristãos, em tempos de crise? Leia Provérbios 24:10. O que compreendemos desse verso e que impacto ele nos causa?

3. Partindo do deserto de “Sim”, o povo de Deus acampou em “Refidim”

Lembre-se que Deus conduziu o Seu povo ao deserto de “Sim” (“espinho e barro”) com o objetivo de libertá-lo da mentalidade (“do molde”) de escravidão e do sofrimento (“espinho”) impostos pelos egípcios. No deserto de “Sim”, Deus buscava moldar um novo povo, com uma nova identidade e propósito, livre das amarras e sentimentos do passado.

“Caminhando de um lugar para outro”, Deus os fez acampar em “Refidim”, cujo nome significa “lugar de descanso e apoio”. Procure ter em mente que essa jornada até o Sinai é divinamente pedagógica e transformadora. Nas Escrituras, “o deserto é a escola” na qual “o Professor” fala e ensina “Seus alunos” a serem quem eles devem ser.

Qual é o principal objetivo de Deus ao conduzir o Seu povo ao deserto de “Sim”? Além de “lugar de descanso e apoio”, que outro significado pode ser atribuído a “Refidim” no contexto da jornada do povo de Israel?

Em “Refidim” (lugar de descanso e apoio) “não havia água para beber”. Sendo a água a principal necessidade em um deserto, como esse lugar poderia significar descanso e apoio, ou que ofereceria a todos o descanso e sustento?

“Em Refidim” (lugar de descanso e apoio), os hebreus aprenderiam que o seu “descanso” está em Deus, e que Dele, lhes viria todo o “amparo ou sustento”. Portanto, com a falta de água em Refidim, o povo de Israel foi colocado em uma situação de vulnerabilidade e dependência de Deus. Naquele momento, eles estão sendo espetados por Deus, a fim de serem moldados por Ele.

Nem sempre entenderemos todas as razões divinas pelas quais Ele escolhe ou permite que passemos, parecendo não haver refrigério ou qualquer apoio (cf. Pv.20:24; Rt.1:16). Em muitas vezes, nós nos sentiremos fracos e abandonados, mas, conforme as várias histórias registradas na Bíblia, Ele, o Rei do Universo, brada do Céu: “Confiem em mim!”

Por que Refidim é chamado de “lugar de descanso e apoio” se não havia água, que é essencial para a vida em um deserto? O que a falta de água em Refidim ensinou aos hebreus sobre a sua dependência de Deus para obter sustento e descanso?

No entanto, naquele momento, os hebreus não confiaram em Deus:

Então reclamaram contra Moisés e lhe disseram: —Dê-nos [determine, garanta, faça com que tenhamos] água para beber. Moisés respondeu: —Por que vocês estão reclamando? Por que estão pondo o SENHOR à prova [ofendendo o SENHOR e testando a Sua paciência]? Mas o povo estava com muita sede e continuava reclamando e gritando contra Moisés [ofensas verbais e ameaças físicas contra Moisés]. Eles diziam: —POR QUE VOCÊ NOS TIROU DO EGITO? Será que foi para nos matar de sede, a nós, aos nossos filhos e às nossas ovelhas e cabras? Então Moisés clamou pedindo a ajuda de Deus, o SENHOR. Ele disse: —O QUE É QUE EU FAÇO COM ESTE POVO? Mais um pouco, e eles vão querer me matar a pedradas. (Êx.17:2-4 NTLH)

“Por que você nos tirou do Egito?”, disseram os hebreus a Moisés, culpando-o pela situação no deserto, onde enfrentavam dificuldades, como falta de água. Essa cena prova que eles não guardaram a lição que deveriam ter aprendido em “Sim” – a aula divina sobre o “espinho e o barro”, a lição do sofrimento e do molde. Eles rejeitaram a “esperança viva” acerca da liderança de Deus e do que Ele poderia realizar naquela circunstância, demonstrando “falta de fidelidade (fé) e confiança na fidelidade e o cuidado de Deus” na provação.

Em vez de se colocarem sob a mão do Todo-Poderoso, a fim de serem moldados por Ele, muitos se entregaram à amargura e à incredulidade. Eles se deixaram levar pela instabilidade de seus pensamentos e sentimentos.

Foram os seus pensamentos e sentimentos de fraqueza espiritual e moral que os levaram a uma atitude imoral e a ofender tanto Moisés quanto a tentar ou provocar a paciência de Deus: “O SENHOR ESTÁ COM A GENTE OU NÃO?” (cp. Dt.6:16; Mt.4:7) Por sua vez, Moisés, sem saber o que fazer ou como agir, buscou a ajuda do SENHOR, pois sabia que Deus estava presente e lhe diria o que fazer (cp. Nm.12:3; Mt.6:33; 11:29).

– Os hebreus. Qual foi o principal motivo da reclamação dos hebreus contra a liderança de Moisés? Que lição os hebreus não aprenderam em “Sim”? Como a reação dos hebreus demonstra “falta de fidelidade (fé) e confiança na fidelidade e no cuidado de Deus”?
– Moisés. Qual foi a atitude de Moisés diante da reclamação do povo? Pensemos na importância de confiarmos em Deus em momentos de crise e, na necessidade, sermos humildes e dependentes Dele. Diante desse pensamento, o que podemos aprender com a atitude de Moisés?
– Você. Houve alguma circunstância em que você duvidou da presença de Deus e reclamou? Como você se libertou, ou o que o fez se libertar desse sentimento e pensamento? O que aconteceu a seguir?

Concluindo:

Sabemos que a nossa fé (confiança e fidelidade a Deus) será provada e que não faltará uma “Refidim” diante de nós. Todavia, a presença de Deus não nos faltará (cf. Sl.23:1). Em vez de nos amargurarmos, desafiarmos a paciência de Deus e atendermos aos desejos instáveis e perniciosos de nossas almas, busquemos a Sua orientação, a fim de sabermos como agir em momentos de crise, pois sabemos que Dele receberemos misericórdia, direção e força.

Respeitemos a Deus, confiemos Nele e, submetendo-nos a Ele, a Sua misericórdia não nos faltará. Em muitas oportunidades, nós precisamos ser corrigidos, e, às vezes, essa correção se apresentará como um espinho em nossa carne, a fim de que, pelo trabalho das mãos do SENHOR, ela seja moldada e pratique o que é bom, perfeito e agradável a Ele (cf. Rm.12:2).

Pelo poder de Cristo, fomos criados para sermos o povo de Deus. Portanto, sejamos humildes e dependentes Dele em tudo. Confiemos no Altíssimo, pois o Seu amor ou misericórdia é melhor do que a própria vida (cf. Sl.63:3).

O que são “Refidins” e como devemos agir diante deles? Por que a correção de Deus pode se apresentar como um “espinho em nossa carne”? Qual deve ser a nossa postura como servos de Deus e membros do Seu povo? Como podemos aplicar esses ensinamentos em nossa vida diária?

Que Deus nos abençoe!

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