Texto base:
Êxodo 17:6
Eu estarei diante de você em cima de uma rocha, ali no monte Sinai. Bata na rocha, e dela sairá água para o povo beber. E Moisés fez isso na presença dos líderes do povo de Israel. (Êx.17:6 NTLH)
Esse verso bíblico deve fazer com que reflitamos sobre a provisão divina em meio às nossas necessidades e sobre a importância de confiarmos em Deus, sermos fiéis e obedientes a Ele, mesmo quando tudo parece estar perdido, seco e árido (cf. 1 Reis 17:8-24).
Recém-libertado da escravidão no Egito, o povo de Israel enfrentou dificuldades no deserto, principalmente, a falta de água. O desespero e a angústia levaram o povo a se rebelar contra Moisés e a questionar a presença de Deus. Instigados por seus líderes fracos na fé, que orquestraram a revolta, os hebreus duvidaram da liderança de Moisés e dos milagres que testemunharam. Acreditando que tudo era uma farsa, cogitaram, até mesmo, a morte de Moisés.
REFLITA: em quais momentos da sua vida você já se sentiu tão desesperado ou frustrado a ponto de duvidar de tudo em que acreditava e como a influência de outras pessoas, nas quais você confiava, afetou suas decisões, tanto para o bem como ao que era contrário à vontade de Deus?
1. Quando tudo parece perdido, há três coisas das quais devemos lembrar
1.1. Em meio à aridez, creiamos que DEUS PROVÊ
Assim como o povo de Israel enfrentou a sede no deserto, nós também enfrentamos “desertos” em nossas vidas: dificuldades financeiras, problemas de saúde, conflitos familiares etc. Nesses momentos, nós podemos sentir como que isolados, abandonados e sedentos por soluções, mas que não esqueçamos de que o deserto é a escola de Deus, o lugar onde Ele fala, ensina, instrui, adverte, disciplina e corrige o nosso modo de pensar e viver. Portanto, entendamos que nenhum “deserto” acontece por acaso (cf. Dt.8:2,3; Os.2:14; Mc.1:12,13).
No entanto, assim como Deus proveu água da rocha, Ele também pode prover o que precisamos em nossas situações duras e difíceis, desde que sigamos Suas orientações e tenhamos coragem para fazer a Sua vontade, segundo o que aprendemos das Escrituras (cf. Jo.14:21; 1 Jo.5:14,15).
Reflita: quais “desertos” você já enfrentou em sua vida e como a crença de que esses momentos podem ser oportunidades de aprendizado e crescimento te ajuda a encontrar esperança e força para seguir em frente?
1.2. A MURMURAÇÃO impede a visão do trabalhar de Deus e de Suas provisões
A murmuração do povo de Israel impediu que ele cresse e visse a provisão de Deus. Os hebreus estavam tão focados na sua sede que não conseguiam ver a solução que Deus estava prestes a lhes dar. Da mesma forma, a murmuração e a reclamação podem nos impedir de ver as bênçãos que recebemos, as que estamos recebendo e de confiarmos nas soluções que Deus está nos preparando (cf. 1 Co.10:10; Fp.2:14; Hb.12:15).
Reflita: em quais momentos da sua vida você se pegou reclamando ou murmurando e como você acha que isso afetou sua capacidade de perceber a presença de Deus, Suas soluções ou bênçãos que estavam disponíveis para você?
1.3. CRISTO É A NOSSA ROCHA, pois é Dele que vem a nossa salvação
Em 1 Coríntios 10:4, o apóstolo Paulo nos diz que a rocha que acompanhava o povo de Israel no deserto era Cristo. Assim como a água da rocha saciou a sede física do povo, Cristo sacia a nossa sede espiritual. Ele é a água viva que nos dá vida do Alto ou eterna (cf. João 4:14).
Quando unimos os pensamentos de Paulo (cf. 1 Co.10:4) e as palavras de Jesus à mulher samaritana (cf. Jo.4:14), devemos compreender o seguinte:
Quando bebemos da água espiritual que Cristo nos dá e permanecendo Nele, a fim de saciar a nossa sede e fome pelas coisas de Deus, Jesus, vivendo em nós, pessoas duras de coração, Ele nos quebra e nos transforma interiormente para que nos tornemos em uma fonte, de onde as Suas “águas espirituais” possam fluir para saciar a fome e a sede de muitos que anseiam pela vida, vontade e as provisões que Deus dá, tanto neste mundo como na Eternidade (cf. Mt.5:6; Is.41:17).
REFLITA: em sua vida, quais “sedes” ou “fomes” interiores você já sentiu que não puderam ser saciadas por ideias humanas e coisas materiais, e como a ideia de ser transformado por Cristo para se tornar uma fonte de “água espiritual” ressoa com suas próprias experiências de busca por significado e propósito de vida?
2. Quando tudo parece perdido, há três atitudes que devemos cultivar
2.1. Confiemos na provisão divina
Confie na provisão de Deus em todas as áreas da sua vida. Ele sabe o que você precisa e está pronto para agir em seu favor. Deus se revela como o provedor, suprindo as necessidades do seu povo. Ele não apenas ouve o clamor, mas supre suas necessidades, agindo de forma miraculosa (cf. Mt.6:33).
REFLITA: em quais áreas da sua vida você sente que precisa mais da provisão de Deus e como a crença de que Ele age de forma miraculosa te dá esperança em momentos de dificuldade? Saiba que você não precisa se expor, mas, pensando nos vários problemas que afetam as pessoas, quais passos elas devem dar para que tenham uma fé fortalecida e uma vida de unidade com Deus e abençoada por Ele?
2.2. Cultivemos a fé em meio à provação
Cultive a fé (a confiança e a fidelidade) em Deus, mesmo quando as circunstâncias forem desfavoráveis. A nossa confiança e fidelidade a Deus permitirão que vejamos o Seu poder agindo em momentos de adversidades (cf. Tg.1:2-4; D.3:16-18).
REFLITA: caso eu permita que as circunstâncias desfavoráveis abalem minha fé em Deus, quais passos práticos posso dar para fortalecer minha “confiança e testemunhar” Seu poder em meio às adversidades? Em quais momentos da sua vida você já se sentiu desafiado a manter a fé e como a experiência de confiar em Deus o ajudou a superar as adversidades?
2.3. Sejamos pacientes e perseverantes
Desenvolva a paciência e a perseverança em sua caminhada com Deus. As provações fazem parte do processo de crescimento e nos preparam para receber as bênçãos. A jornada no deserto exigiu paciência e perseverança do povo de Israel (cf. Rm.5:3,4; Hb.10:36; Sl.27:14).
REFLITA: de que maneira a nossa confiança e fidelidade a Deus, mesmo em meio às adversidades, serve como um canal para que Seu poder se manifeste em e por meio de nossas vidas? Você crê que a fidelidade a Deus não é apenas uma questão de crença, mas também de ação e compromisso? Como Deus pode usar as adversidades para fortalecer a nossa fé e revelar o Seu poder em nossas vidas?
Assim como a água jorrou da rocha para saciar a sede do povo de Israel, a graça de Deus jorra da Rocha, que é Cristo, para saciar a nossa sede espiritual. Em meio à aridez da vida, lembremo-nos de que Deus é o nosso provedor, que a fé (confiança em Deus e fidelidade a Ele) nos sustenta e que a paciência nos conduz uma vida bem-sucedida e vitoriosa (cf. Jo.4:14; 7:37,38; Gl.2:20; Hb.12:1,2).
IMAGINEMOS UM INVERNO RIGOROSO
A terra, outrora fértil e vibrante, agora está coberta por um manto de geada. As plantas, que antes exibiam suas cores e formas, agora estão adormecidas, curvadas sob o peso do frio.
A paisagem é de uma monotonia cinzenta, e o silêncio é ensurdecedor. Neste cenário de aparente desolação, uma pequena semente repousa sob a superfície congelada. Ela parece morta, inerte, sem qualquer sinal de vida. A geada, implacável, parece ter sufocado qualquer esperança de renascimento.
Mas, meus irmãos, a natureza é sábia e paciente. A semente, mesmo em meio ao frio intenso, guarda em seu interior o potencial para a vida. Ela espera, em silêncio, pelo momento certo.
E então, o milagre acontece. O sol, aos poucos, começa a aquecer a terra. A geada derrete, revelando a terra úmida e fértil. A semente, despertada pelo calor, começa a germinar. Suas raízes se aprofundam, buscando nutrientes e água, enquanto um pequeno broto emerge da terra, rompendo a superfície congelada.
Aos poucos, a paisagem se transforma. O verde da vida começa a colorir a terra, e o canto dos pássaros rompe o silêncio. As plantas, revigoradas, exibem suas cores e formas, celebrando o renascimento da natureza.
Reflita: em quais momentos da sua vida você já se sentiu como a pequena semente sob a geada, esperando por um renascimento, e o que lhe deu esperança de que o “sol” voltaria a brilhar?
Conclusão:
A minha esperança é que esta meditação nos inspire a buscarmos a Rocha, que é Cristo, a fonte inesgotável de “água viva” quando estivermos em algum “deserto”. Que possamos confiar em Sua provisão, cultivar a fé e perseverar em nossa jornada, sabendo que Ele está conosco em todos os momentos. Que a água da vida, que é Cristo, sacie a nossa sede e nos conduza à Vida Eterna.
Reflita: como posso, de forma prática e contínua, buscar a “Rocha, que é Cristo”, em minha vida diária, a fim de experimentar a plenitude da “água viva” que Ele oferece? Em quais momentos da sua vida você já sentiu uma “sede” que nada material poderia saciar e como a ideia de encontrar essa “água da vida” em Cristo o inspira a enfrentar esses momentos?
Que Deus nos abençoe!