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Sensatos e eficazes para Deus – Parte 2

 

Texto base:

Romanos 12:3

Por causa da bondade de Deus para comigo [Pela Graça de Deus que me é dada], me chamando para ser apóstolo, eu digo a todos [a cada um de] vocês que NÃO SE ACHEM MELHORES DO QUE REALMENTE SÃO [não pensem de si mesmos além do que convém]. Pelo contrário, PENSEM COM HUMILDADE [sejam moderados] a respeito de [cada um de] vocês mesmos, e cada um julgue a si mesmo conforme a fé [atue na medida / na capacidade / na limitação do dom ou função espiritual] que Deus lhe deu [repartiu a cada um para a proteção e o fortalecimento de Seu povo – cp. Ef.4:7-13; Rm.12:4-8]. (Rm.12:3 NTLH)

Introdução:

O nosso texto base ensina que cada um de nós recebeu, pelo menos, um dom ou uma capacidade espiritual de Deus. Quanto à finalidade desse dom é a de edificarmos, protegermos e fortalecermos o povo de Deus. Portanto, cada membro do “Corpo de Cristo” é importante naquilo que faz e produz, quando age com sensatez e humildade para o benefício de todos (cf. 1 Pe.4:10,11). Portanto, ninguém deve pensar ser melhor do que o outro, pois, ao cumprir funções diferentes, todos cooperam para o bem geral (cf. 1 Co.12 e13; 1 Pe.4:10,11).

Você acredita que foi chamado por Deus e que Ele, por meio dos dons espirituais, pretende usá-lo para edificar e fortalecer pessoas, cristãs ou não? Você tem demonstrado interesse em ajudar pessoas, edificando e fortalecendo-as no SENHOR?, mesmo quando se sente inadequado a realizar esse trabalho espiritual? Você crê que o interesse de ajudar o próximo (demonstrando amor ou generosidade), segundo a sua necessidade específica, é o meio para que Deus nos ajude a identificarmos e nos usar com uma capacidade (dom) espiritual? Como exemplo, pense no que uma de suas mãos é capaz de fazer em momentos específicos para beneficiar tanto a si como ao próximo.

No domingo passado, eu me ocupei a explorar sobre ‘a importância da humildade acerca do modo como pensamos sobre nós mesmos’, baseando-me nas palavras de Paulo em Romanos 12:3. Ele nos alerta a pensarmos de modo equilibrado a respeito de quem realmente somos para Deus, a fim de que não nos sintamos melhores que outras pessoas. ‘MAS’, e quando pensamos ‘aquém’ do que deveríamos, achando-nos inferiores ou desqualificados?

A Bíblia nos alerta contra a arrogância, chamando-nos à humildade. Como posso equilibrar a humildade, reconhecendo meus limites e dependência de Deus, sem cair na armadilha da autodesvalorização e na insegurança?

Tanto um como o outro demonstram ser possuidores de uma ‘autoconsciência desequilibrada’, a qual, sem dúvida alguma, interferirá no seu bem-estar e lhes trará dificuldades quanto aos seus relacionamentos, tanto com Deus quanto com outras pessoas.

Para cultivarmos uma ‘consciência equilibrada’, como cristãos, devemos basear nosso valor na profundidade de nosso relacionamento com a Palavra de Deus e no conhecimento que adquirimos dela. Na Palavra de Deus estão as verdades divinas e eternas, nas quais nós devemos crer e viver para manifestar tanto a vida como o poder de Cristo por meio de nossas ações.

Como podemos, de forma prática, incluir a Palavra de Deus em nosso dia a dia, para que, através dela, cultivemos uma consciência equilibrada e fortaleçamos nossos relacionamentos, tanto com Deus quanto com as pessoas que Ele colocou ao nosso redor?

Para termos uma ‘consciência equilibrada’ é necessário que entendamos o chamado de Deus pelas nossas vidas. A sua finalidade é que sejamos as pessoas que Ele planejou nas mais variadas situações, mediante as Instruções ou Verdades que adquirimos da Palavra de Deus. Colocando-nos sob a Sua poderosa mão e confiando na Sua Palavra, semeamos o que é bom, perfeito e agradável a Ele, tanto a nós como àqueles que nos cercam.

Como posso discernir o chamado específico que Deus tem para a minha vida e quais são os passos práticos que posso tomar para viver de acordo com esse chamado, mesmo diante das incertezas e desafios do dia a dia?

Essa perspectiva nos motiva a amar mais a Deus e ao próximo de forma aprofundada e eficaz, pois um relacionamento saudável com Deus e com as pessoas é a expressão genuína da nossa fé e nos enche com a grande satisfação divina pelo fato de estarmos fazendo a diferença no mundo e de vivermos para um propósito elevado e eterno.

Você crê que a experiência de um relacionamento profundo com Deus nos traz uma grande satisfação e um propósito elevado de vida? Você crê que o nosso relacionamento sincero com Deus nos transforma em pessoas que inspiram e motivam outras a resistirem e superarem seus sentimentos de derrota?

Pela Sua Graça, Deus nos chamou para estarmos em Cristo (cf. Jo.6:44), não por méritos próprios, mas para nos aperfeiçoar e transformar nossa maneira de pensar. Permitindo que Ele nos transforme, conforme o Seu caráter e propósitos, nós vamos nos sentindo cada vez mais capazes de expressá-Lo ao mundo por meio de pensamentos, palavras e ações.

Você crê que Deus nos chamou para estarmos em Cristo, a fim de ingressarmos em uma jornada de crescimento espiritual e a uma vida com propósitos divinos? Como nós podemos cooperar com Ele para que essa jornada seja eficaz?

1. Deus nos chamou por Quem Ele é, e não por quem somos

Nossas qualidades e habilidades são importantes para Deus, mas o que realmente importa a Ele é a nossa disposição de fé (confiança) para obedecer à Sua vontade (confiabilidade), a fim de inspirar e motivar outras pessoas a confiarem no poder do SENHOR. Para que sejamos fortes, sensatos e eficazes para Deus, reconheçamos dois fatores:
A fé em Deus. Ela nos capacita a superar nossos medos e inseguranças. Quando confiamos em Deus, somos capazes de realizar coisas que consideramos impossíveis.
A família espiritual. Ela é fundamental para nosso crescimento na Graça divina. O nosso envolvimento sincero com os membros da família espiritual que Deus nos deu, nos ‘Pequenos Grupos’, por meio dos testemunhos e exemplos dos que confiaram e se dispuseram a obedecer à Palavra de Deus, nós encontramos apoio e encorajamento para superarmos os desafios da vida.

Em nossos momentos de vulnerabilidade, por que a fé em Deus e a família espiritual que Ele nos deu são fatores importantes em nossas vidas? Diante disso, que tipo de pessoa nós devemos ser, a fim de servirmos de inspiração e motivar outros a confiarem em Deus, por meio de Cristo?

A Bíblia nos apresenta uma variedade de personagens que, em seus momentos de vulnerabilidade, lidaram com a questão da confiança em seus pensamentos e ações. Em suas páginas, podemos identificar alguns personagens que, em determinadas circunstâncias, manifestaram um espírito de medo, insegurança, desânimo, sentimento de inadequação e desespero, contrastando com a visão que Deus tem de Seus filhos.

2. Moisés: superando dúvidas e a insegurança

Moisés foi o homem escolhido por Deus para libertar o povo de Israel, mas, enquanto ele ainda vivia no Egito, pensou exageradamente acerca de si mesmo e agiu precipitadamente, conforme os seus próprios pensamentos.

Vivendo no deserto, após fugir da fúria do Faraó e pastoreando as ovelhas de seu sogro Jetro, Deus o chamou para um encontro íntimo com Ele, a fim de que conhecesse claramente o Seu caráter e como ele deveria realizar a sua missão (a sua boa obra). Em resposta, Moisés, devido às suas experiências passadas, expressou dúvida e insegurança sobre sua capacidade e habilidades. Então, ele questiona o Altíssimo:

“Quem sou eu para ir falar com o rei do Egito e tirar daquela terra o povo de Israel?” Deus respondeu: —Eu estarei com você [Eu, certamente, serei contigo]. Quando você tirar do Egito o meu povo, vocês vão me adorar neste monte, e ISSO SERÁ UMA PROVA DE QUE EU O ENVIEI. (Êx.3:11,12 NTLH)

A Bíblia fala de Moisés como o homem mais humilde em toda a Terra (submisso a Deus – cf. Nm.12:3). No entanto, sua humildade precisava ser moldada, e isso fica claro na sua autocrítica excessiva ou exagerada, quando se encontrou com Deus no Monte Horebe. Ele se sentia perplexo e inseguro para a tarefa que Deus estava lhe confiando.

Em outras palavras, Deus disse a Moisés: “Confie em mim e Eu serei Seu Deus Orientador, Ajudador, Fortalecedor e Protetor. Faça o que lhe proponho: você libertará o Meu povo do Egito e o trará até este monte para Me ouvir e servir, pois isso será a prova de nossa comunhão e que estamos unidos “Um” ao outro — Eu com você e você Comigo”.

3. Gideão: superando o medo e a insegurança

Gideão, chamado por Deus para libertar Israel dos midianitas, inicialmente, duvidou de sua capacidade e, por isso, demonstrou medo e insegurança. Ele se considerava o menor da família de Manassés e o menor entre todos os seus familiares.

Gideão respondeu: —Senhor, como posso libertar Israel? A minha família é a mais pobre da tribo de Manassés, e eu sou a pessoa menos importante da minha família. Mas o SENHOR disse: —VOCÊ PODE FAZER ISSO PORQUE EU O AJUDAREI. Você esmagará todos os midianitas como se eles fossem um só homem.. (Jz.6:15 NTLH)

Mesmo tendo ouvido a Palavra de Deus, o Eterno teve paciência com Gideão, pois ele solicitou ao SENHOR diversos sinais, demonstrando que ainda precisava ter a certeza de que Deus estava realmente com ele.

4. Jeremias: superando o sentimento de inadequação, desânimo e desespero

O SENHOR Deus me disse: —Antes do seu nascimento, quando você ainda estava na barriga da sua mãe, EU O ESCOLHI E SEPAREI para que você fosse um profeta para as nações. Então eu disse: —Ó SENHOR, meu Deus, EU NÃO SEI COMO FALAR, POIS SOU MUITO JOVEM. Mas o SENHOR respondeu: —Não diga que é muito jovem, mas VÁ E FALE COM AS PESSOAS A QUEM EU O ENVIAR E DIGA TUDO O QUE EU MANDAR. Não tenha medo de ninguém, pois EU ESTAREI COM VOCÊ PARA PROTEGÊ-LO. Sou eu, o SENHOR, quem está falando. Aí o SENHOR estendeu a mão, tocou nos meus lábios e disse: —Veja! Eu estou lhe dando a mensagem que você deve anunciar. Hoje, estou lhe dando poder sobre nações e reinos, poder para arrancar e derrubar, para destruir e arrasar, para construir e plantar. (Je.1:4-10 NTLH)

Esses três homens, diante do Deus Único, o Eterno e o Fundador da verdadeira psicologia, pelas Instruções (Palavra de Deus) do Todo-Poderoso:

• Encontraram força para desenvolver uma autoconsciência equilibrada, a fim de serem quem eles deveriam ser;
• Encontraram a cura emocional e, reconhecendo seus pontos fracos e fortes, aceitaram os desafios divinos;
• Dedicaram suas vidas a Deus e se submeteram ao aperfeiçoamento divino pela observação de seus pensamentos, sentimentos e comportamentos;
• Aprenderam a perdoar tanto a si como os outros pelo reconhecimento de suas qualidades e defeitos;
• Viveram sob o que Deus pensava e dizia sobre eles, mas nunca desatentos às críticas construtivas de terceiros;
• Demonstraram confiança (fé) em Deus e foram confiáveis (fidelidade, homens de fé ou fiéis) aos propósitos Dele, mediante o dom ou a função espiritual que receberam;
• Expressaram o verdadeiro caráter de Deus e os Seus objetivos em suas ações em vez de uma imagem distorcida, tanto do Eterno como de si mesmos.

Considerando que Deus, como o Autor da verdadeira psicologia, capacita-nos a encontrar cura, desenvolver uma autoconsciência equilibrada e viver de acordo com Seus propósitos, como podemos aplicar esses princípios em nossas vidas diárias de modo a expressar fielmente o caráter de Deus, inspirar outras pessoas a confiarem Nele e buscarem um crescimento espiritual mais profundo? Quando puderem, leiam Colossenses 3 e façam uma lista do que Deus espera daqueles que se dispuseram a seguir a Cristo.

Concluindo:

Que nós tenhamos moderação na maneira de pensar acerca de nós mesmos, a fim de alcançarmos uma visão realista (na comunidade cristã, familiar, social e profissional) da pessoa que somos. Que aprendamos a valorizar o chamado divino e o Seu trabalho em nos aperfeiçoar. Que nós reconheçamos as áreas que precisam desse aperfeiçoamento, a fim de que, cooperando com o SENHOR, sejamos sensatos e eficazes para Deus.

Saiba que em uma visão distorcida (desequilibrada) de nós mesmos, tanto para maior como para menor, tendemos a projetar essas distorções nas nossas relações com os outros. Isso pode levar a conflitos, dificuldades de comunicação, isolamento social e nos afastar de Deus.

A minha esperança é que sejamos sensatos e eficazes para Deus, e que, confiando e sendo confiáveis a Ele, plantemos e executemos o que é bom, perfeito e agradável ao Eterno, pois esse é o caráter daquele que verdadeiramente adora ao Santíssimo. Sejamos prudentes e moderados!

Que Deus nos abençoe!

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